Cidades

Protásio Alves decreta situação de emergência

A cidade foi atingida por um temporal de granizo na madrugada da última quarta-feira

Em Protásio Alves, pelo menos metade da população  foi afetada pelo granizo
Em Protásio Alves, pelo menos metade da população foi afetada pelo granizo Foto : Fabiano Prigol / Prefeitura de Protásio Alves / CP

O prefeito de Protásio Alves, Itamar Antônio Girardi, decretou situação de emergência no município da Serra da Gaúcha. A cidade foi atingida por um forte temporal na madrugada de quarta-feira. “Tivemos vento, chuva torrencial e granizo. Foram 110 milímetros em questão de uma hora”, relata.

Segundo Girardi aproximadamente mil dos 2.025 moradores do município foram afetados pelo temporal. “O nosso principal problema foi o granizo, pois as pedras eram muito grandes, cabendo na palma da mão de um adulto e em algumas casas ultrapassaram até mesmo o forro de madeira”, observou.

Aproximadamente 300 residências foram danificadas com o temporal. “Ainda há pessoas fazendo o cadastro para receber telhas, então, ainda não temos um número exato”, justifica. Os locais mais afetados foram o Centro e a Linha Oitava Prata.

Esta prevista para esta sexta-feira a chegada de um carregamento de telhas no município. “A prioridade na distribuição será aquelas casas onde moram idosos, pessoas com deficiência e crianças pequenas”, afirma. Girardi destaca ainda que o maior problema no município atualmente é mão de obra para cobrir as casas. “Estamos tendo ajuda de muitos voluntários”, confirma.

As escolas do município retornaram as aulas nesta quinta-feira. Já a Escola Estadual de Ensino Médio Padre Antônio Serraglio retornou nesta sexta-feira, com uma cobertura provisória feita por lonas. Seis pessoas permanecem fora de suas casas. Elas foram instaladas pela prefeitura em uma pousada no município.

O prefeito afirma que a Emater está concluindo os laudos dos prejuízos no setor agrícola, principalmente na parte da fruticultura. Parte das estradas rurais também foram destruídas pelo granizo. “Tive que decretar emergência para que possamos dar uma resposta rápida para a população, em relação a compras emergenciais de telhas, além de buscar recursos com o Estado e União para atender as famílias”, justifica.

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