A presença da grande quantidade de fumaça sobre o céu do Rio Grande do Sul proveniente das queimadas da região amazônica e que mantém a sexta-feira com o aspecto cinzento, segue mudando a rotina não apenas dos estudantes, cujas escolas têm adotado as orientações da Secretaria Estadual da Saúde e evitado atividades ao ar livre, mas também das pessoas que costumeiramente tem em sua rotina o hábito de se exercitar na rua, fazendo caminhadas, corridas e até mesmo uma pedalada.
Jéssica Almeida, que diariamente faz caminhadas no Parque Galvany Guedes, em Esteio, há dois dias não vai ao local em razão da quantidade de fuligem no ar. “Parece que a garganta fecha e causa uma secura. Da última vez, passei mal e minha vista embaçou. Por isso, vou esperar essa fumaça dissipar.”
Maria Gabriela Gomes, normalmente pratica atividades físicas dentro de uma academia, mas também gosta de pedalar na rua. Ela disse que desde o início da semana sente uma tosse estranha. “Uma irritação na garganta. Minha madrinha que pedala comigo também está assim, com a garganta coçando. Combinamos de esperar passar esse fenômeno para voltar a pedalar.”
Quem trabalha na rua, exposto aos dias cinzas, também está sentindo os efeitos da fuligem. Daniel Ferreira, que trabalha com a construção Civil em Novo Hamburgo diz que não consegue parar de tomar água em razão da secura na garganta. “Parece que jantei uma pizza salgada de tanta sede que sinto durante o dia. É uma coisa sem explicação. Precisamos de bastante chuva para que este tempo mude.”