O racionamento de água em Bagé, na Campanha, uma das consequências da estiagem, segue em vigor sem previsão de encerramento. Nesta semana, a direção do Departamento de Águas e Esgotos de Bagé (Daeb) avaliou a situação da falta de chuvas na cidade e decidiu manter a medida válida por 12 horas, intercalado a cada dia em um dos dois setores do município. O racionamento começou no dia 8 de março.
A situação das barragens segue preocupante. A Sanga Rasa está com 4,8 m negativos, enquanto a barragem do Piraí está 2,9 m abaixo do que é considerado normal.
A ocorrência de chuvas continua muito abaixo da média. Em março, foram registrados, na Estação de Tratamento de Água (ETA), apenas 21 milímetros de precipitação, enquanto que a média do mês é de 116,4 milímetros. O Daeb orienta que a população siga economizando água. Segue proibida ações que não sejam consideradas essenciais, como a lavagem de carros e calçadas, por exemplo. O racionamento deve voltar a ser avaliado na próxima sexta-feira.
Além de Bagé, outras 266 cidades gaúchas relataram problemas pela falta de chuvas. Destas 266 decretaram situação de emergência. São mais de 2,5 milhões de gaúchos os que sofrem com o problema. Foram homologados pelo governo do Estado 133 decretos. Desses, 117 já estão reconhecidos pelo governo federal.