O prefeito de Derrubadas, município onde está localizado o Salto de Yucumã, divisa com a Argentina, Alair Cemin, defende o funcionamento de uma área de controle aduaneiro e fiscal compartilhada entre Brasil e Argentina na localidade de Porto Soberbo, em Tiradentes do Sul. Atualmente no lado brasileiro não existe nenhum controle em relação à entrada de turistas, pois a aduana foi fechada em 2013.
A ligação entre Porto Soberbo, no Brasil, e El Soberbio, na Argentina, é realizado por balsas no rio Uruguai. No lado brasileiro não há controle sobre veículos e passageiros e isso faz com que os turistas argentinos que ingressam no território gaúcho fiquem em situação de migração irregular. Já no lado argentino funciona a Gendarmeria Nacional Argentina, da Administracion Federal de Ingresos Públicos (aduana argentina). A estrutura presta serviços de segurança de fronteira, migração, controle aduaneiro e fitozoosanitário.
Cemin disse que o município tem grande interesse na reativação da Aduana em Tiradentes do Sul, pois milhares de argentinas que entram no Brasil, especialmente para chegar às praias, poderiam permanecer alguns dias na região, visitando o Salto de Yucumã – no Parque do Turvo -, além de apreciar outras potencialidades turísticas da região Noroeste do Estado. “No ano passado mais de 150 mil turistas argentinos chegaram ao Brasil por Tiradentes do Sul, município próximo a Derrubadas, distante 80 km de Porto Soberbo”, lembra.
Ainda segundo o prefeito de Derrubadas, a melhor visão das belezas do Salto de Yucumã, com 1.800 metros de queda longitudinal de água, se consegue no lado brasileiro. O prefeito destacou a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, na última terça-feira. Na oportunidade foi formado um grupo de trabalho, reunindo prefeituras, consórcio Rota do Yucumã, representantes do ministério das Relações Exteriores, Polícia Federal e Receita Federal, o qual vai elaborar um documento a ser entregue às autoridades federais em Brasília.
O prefeito de Tenente Portela e presidente do Consórcio Rota do Yucumã, Clairton Carboni, afirma que o turismo é uma atividade crescente na região, e a falta de fiscalização faz com que muitos desistam de ingressar no Brasil por Porto Soberbo. “Além disso, a falta de fiscalização gera ainda o perigo da entrada de drogas e outros produtos ilegais no nosso país”, observa.
Reativação de Aduana pode favorecer turismo no Salto do Yacumã, em Derrubadas
Atualmente no lado brasileiro não existe controle em relação à entrada de turistas