A reunião-almoço Tá na Mesa, promovida pela Federasul nesta quarta-feira, em Porto Alegre, celebrou o bicentenário da imigração alemã no Rio Grande do Sul, comemorado na próxima quinta. O evento teve a presença do cônsul-geral da Alemanha no estado, Marc Bogdahn, do presidente da Câmara Brasil-Alemanha no RS, Cleomar Prunzel, e do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, além de autoridades e convidados. A cerimônia contou ainda com uma apresentação típica dos Grupos Folclóricos de Estrela, do Vale do Taquari.
Todos eles reafirmaram a importância da presença germânica no desenvolvimento social e econômico do RS, bem como na reconstrução do Rio Grande do Sul depois das enchentes. Prunzel disse que pleiteou ao governo alemão, via banco público KfW, possíveis linhas de crédito com juros subsidiados a fim de auxiliar na recomposição do estado. “Apresentei os principais pleitos que temos, não visando em ações de curto prazo, mas olhando para o longo prazo”, disse o presidente.
Ainda segundo ele, seria o mesmo financiado pelo banco após catástrofes em locais como Japão e Turquia. “Também pedimos ao governo da Alemanha e à associação global das câmaras alemãs em Berlim projetos de transferência de tecnologia, para preparação da nossa infraestrutura para as catástrofes climáticas que devem ocorrer novamente”, salientou. Já Bogdahn, falando sobre o legado germânico, disse que percorreu diversos municípios nos últimos dias e ficou impressionado com os eventos alusivos ao bicentenário.
Tá Na Mesa - Bicentenário Imigração Alemã
“Apesar das terríveis enchentes, é gratificante ver a união das pessoas de todas as partes. Hoje, no Brasil, há um milhão de pessoas falando a língua alemã, o que faz do país a maior nação falante do alemão no mundo fora da Europa. O sucesso do Brasil também está relacionado a misura de diversas etnias, alemães, italianos, japoneses, africanos, entre outros”, disse o cônsul. Johannpeter, por sua vez, abordou o aspecto do trabalho.
“Se você observar os clubes, a Sogipa, é possível ver o dedo da imigração. O início da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre também, além de outros. Neste sentido, quase posso dizer que o Rio Grande do Sul é um estado privilegiado, com tantos traços de povos diferentes. Estabelecimentos de educação se construíram aqui também se construíram com uma base cultural absolutamente internacional e de alta qualidade”, pontuou o empresário.
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, disse que o legado do povo alemão “dá a certeza da capacidade de crescimento e recuperação” do Rio Grande do Sul. “Neste momento tão difícil que estamos passando, voltamos a lembrar dos valores tão característicos da cultura alemã, como a determinação e superação dos desafios. O povo alemão tem muito do associativismo nas comunidades, um valor que é muito importante para nós”, afirmou.