O recuo das águas do Guaíba no Cais Mauá, em Porto Alegre, trouxe alívio para a região do arquipélago. Apesar de alguns pontos de alagamento na Ilha Grande dos Marinheiros e na Ilha da Pintada, os moradores estão otimistas de que a situação está melhorando. A remoção da lama agora é o foco principal.
Na manhã deste domingo, as águas do Guaíba, no Cais Mauá, atingiram a marca de 2,18 metros. O nível, na sexta-feira, chegou a atingir 2,45 metros, o que resultou em alagamentos em vários pontos e deslocamento somente por barco. De acordo com a prefeitura, a região do arquipélago tem 14 áreas de risco estipuladas com a tipologia de inundação. Por isso, os órgãos municipais passaram a atuar com prioridade na região.
Muitos moradores da Ilha Grande dos Marinheiros aproveitaram o domingo de sol para fazer a limpeza das suas casas. Ainda existem pontos de alagamentos na rua Nossa Senhora Aparecida e um trecho permanece intransitável para carros baixos. No entanto, os moradores estão otimistas de que a situação está voltando ao normal, e afirmam que o foco agora está na remoção da lama.
Enquanto alguns moradores da rua Nossa Senhora da Boa Viagem, na Ilha da Pintada, também aproveitam para limpar suas residências e remover os resíduos das ruas, enquanto o serviço de recolhimento da prefeitura não chega, em outra parte da rua, o acesso ainda está bloqueado pelas águas. De acordo com uma moradora do local há 40 anos, a altura deve chegar a um metro. Mas essa situação é vista com normalidade pelos moradores que aguardam o recuo das águas.
A Defesa Civil informou que não há desabrigados na região das ilhas e que as 15 pessoas, sete adultos, seis crianças e dois adolescentes, que foram alojadas temporariamente na Escola Estadual de Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto retornaram para suas casas no sábado. Também houve distribuição de colchões para a comunidade da Ilha do Pavão.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, as equipes continuam mobilizadas percorrendo a região das Ilhas. "Após a montagem do abrigo, na última quarta-feira, e de intensas atividades de socorro e assistência humanitária, encerramos as atividades na escola Alvarenga Peixoto. Permanecemos monitorando a região”, esclarece o coordenador.
As equipes da Fundação de Assistência Social (Fasc) e da Secretaria municipal de Saúde também prestaram apoio. O gabinete da Causa Animal resgatou 30 animais que estavam em moradias atingidas pela enchente nas ilhas.