Uma solução prática está ajudando as comunidades na limpeza após a enchente que afetou o Rio Grande do Sul: rodos de madeira, utilizados para retirar o lodo dos locais alagados.
Muitos voluntários se engajaram na fabricação dos rodos de madeira para ajudar as comunidades necessitadas. Um exemplo é a campanha realizada pelo grupo de alunos e docentes da Faculdade de Arquitetura da UFRGS que foi um sucesso. Depois da arrecadação de R$ 235 mil via pix, a chave foi desativada, nesta quinta-feira, e os voluntários estão focados na produção de mais de 2 mil unidades para atender as demandas das comunidades. Outras ações também estão previstas para a utilização do valor arrecadado.
Outro exemplo é o caso do empresário Samuel Biron que viu a sua empresa, Sambi Makers, localizada no 4º Distrito, ser atingida pela enchente. Ele calcula um prejuízo de cerca de R$ 200 mil. No entanto, o arquiteto viu na crise uma oportunidade de união entre pessoas afetadas direta ou indiretamente pela maior catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul.
Com o intuito de produzir os rodos de madeira, Biron firmou parcerias e conseguiu montar uma marcenaria emergencial. A produção dos rodos começou no dia 21 de maio, com três pessoas, e já conta com 13 integrantes. Na equipe também fazem parte dezenas de voluntários dedicados à comunicação, captação de recursos financeiros, matéria-prima e projeto de mobiliário.
Em dois dias de produção foram entregues 85 rodos. "No início, até a gente afinar a linha de produção, não rendeu muito. Mas hoje, no terceiro dia, estamos alcançando a meta de 100 rodos por dia”, conta.
A intenção desses voluntários é começar, em duas semanas, a produção de camas e outros mobiliários básicos para as famílias atingidas pela enchente. “Estamos focado nos rodos, pois estão sendo muito solicitados. E como nosso espaço ainda é muito pequeno, não temos capacidade para produzir as camas junto com os rodos”, explica.