A enchente de maio danificou 309 equipamentos de serviços da Capital. Entre os que mais sofreram com as águas está a Orla do Guaíba. O trecho 1, conhecido por ser palco de eventos tradicionais como o réveillon, segue com danos visíveis e ainda requer atenção especial.
Para atender à população, enquanto as obras não começam, foram instalados banheiros químicos no local, além de pontuais reformas emergenciais. A segurança, antes realizada em uma sede fixa da Guarda Municipal, agora conta apenas com rondas e videomonitoramento.
De acordo com o secretário Germano Bremm, que está à frente do Escritório da Reconstrução, o custo estimado para as melhorias no trecho 1 da Orla é de R$ 15 milhões, e deve ultrapassar o período de 12 meses. Bremm revela que a expectativa da ordem de início é para fevereiro de 2025.
O secretário também ressalta que algumas intervenções emergenciais, no valor de R$ 100 mil, no dique e no talude e a instalação de banheiros químicos, além da limpeza do local foram realizadas. Ele destaca que o projeto de reconstrução do trecho 1 pretende ser muito mais resiliente, para minimizar futuros danos em novos episódios meteorológicos.
Bremm sublinha que o processo de reconstrução de Porto Alegre é gradativo. “Estamos vivendo o resquício da maior tragédia climática. Não tem como resolver de uma só vez. Já evoluímos em muitas obras”, disse completando que foram assinados 224 contratos, 97 obras foram concluídas e 278 equipamentos já estão em operação.
Entre as ações de recuperação estão a revitalização do trecho 3 da Orla do Guaíba – que tem 1,6 quilômetro de extensão, da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, entre a foz do Arroio Dilúvio e o Parque Gigante – com um custo de R$ 6 milhões. A obra começou em novembro e tem a previsão de término em seis meses. A recuperação da extensão de dois quilômetros da Orla de Ipanema começou em outubro e tem previsão de entrega em 10 meses.
A recuperação da orla do Lami deve ser a próxima obra a ser anunciada. A previsão de início é na terça-feira, 17. O local tem uma extensão de 1.350 metros – que abrange o trecho da avenida Beira Rio que se inicia nos limites da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger e se estende até a rua Sônia Duro, próximo à praia – e o valor estimado para a reconstrução é de R$ 6.500 mil. A duração das obras deve seguir por seis meses.