Cidades

Região Sul debate as mudanças climáticas na COPSul

Iniciativa reúne prefeituras e universidades de Pelotas e Rio Grande

O evento foi aberto oficialmente na manhã desta quinta-feira no auditório da FURG, em Rio Grande
O evento foi aberto oficialmente na manhã desta quinta-feira no auditório da FURG, em Rio Grande Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

Começou na manhã desta quinta-feira no auditório da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), a segunda edição da Conferência do Sul sobre Mudanças Climáticas (COPSul). A iniciativa é promovida pelas prefeituras de Rio Grande e Pelotas, pela Furg, além da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e dos Institutos Federais Sul-riograndense (IFSul) e de Educação Ciência e Tecnologia (IFRS). Serão dois dias de discussões nos dois maiores municípios da região sobre os desafios gerados pelas mudanças climáticas.

A conferência se consolida como uma arena regional de pactuação, implementação e monitoramento de compromissos concretos entre universidades, institutos federais, prefeituras, pesquisadores e representantes da sociedade civil, destacando pautas ambientais e propostas voltadas ao enfrentamento dos impactos climáticos na região para democratizar o acesso às discussões.

As autoridades presentes na solenidade de abertura enfatizaram o compromisso no desenvolvimento consciente das cidades no combate aos efeitos do clima como no caso das enchentes, por exemplo. O evento abriu com a apresentação de um vídeo de André do Lago, presidente da 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (COP30), que ocorreu no ano passado em Belém (PA).

Diretamente da Semana do Clima, em Londres, Lago abordou a importância da iniciativa regional. "Já temos legislação internacional, muitas regras e temos que usar tudo isso. É por isso que criamos uma agenda de ação e, com ela, todos podem participar e acelerar o combate às mudanças do clima, dai a importância deste evento realizado no Sul do Estado”, destacou.

O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Antônio Soler, representou a prefeita Darlene Pereira no evento. “Esta iniciativa é fundamental para pensar a questão do clima de uma forma mais integrada, regional, e a partir desse debate articulado com a ciência, sociedade civil e governo, construirmos ações. Diminuindo a vulnerabilidade ambiental, diminuímos também a social", observou.

O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, acredita que a contribuição para o combate às emergências climáticas deve se dar na região onde cada pessoa vive. "Esperamos que, a partir dessa nossa COP, possamos ter compromissos objetivos com a ação de cada organização e da sociedade civil", projeta.

O diretor do Campus Rio Grande do IFRS, Carlos Fernandes Júnior, ressaltou que a representatividade das instituições de ensino é importante para dar um retorno esperado à sociedade. “É a forma que temos de agir, oportunizar a discussão e abarcar as necessidades regionais", observou.

Para a vice-reitora da IFSul, Lia Pachalski, a COPSul é um evento único onde prefeituras da região e instituições se dão as mãos para tratar de um tema que ainda é muito difícil de fazer chegar a todos. “Estamos numa tarefa essencial de espraiar as discussões da COP30 para os nossos territórios", afirmou.

O vice-reitor da UFPel, Eraldo Pinheiro, lembrou o papel da conferência para o futuro. "É um momento de fazermos as coisas acontecerem, no âmbito do que acreditamos. Temos que aproveitar esse momento para deixarmos um legado para nosso futuro e o trabalho em rede é a melhor forma de fazermos isso”, disse.

O reitor em exercício da Furg, Ednei Primel, reiterou a importância do evento no compromisso com as questões na nova realidade climática e a capacidade de integração entre as instituições, poderes municipais e sociedade. "Esse processo é uma construção coletiva em um ambiente onde temos lagoas, marismas, banhados, reservas ecológicas, o bioma pampa, a ação deve ser integrada, com compromisso econômico, socioambiental e de inclusão, de respeito, aos povos que habitam os territórios”, destacou.

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