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Resgates no mar da zona sul do Rio crescem mais de 1.700% no Réveillon deste ano

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou ter registrado 547 resgates nas praias da zona sul do RJ durante a virada

A recomendação da Defesa Civil do Rio de Janeiro é que ninguém entre no mar
A recomendação da Defesa Civil do Rio de Janeiro é que ninguém entre no mar Foto : Daniel Ramalho / AFP / CP

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira, 1º, ter registrado 547 resgates nas praias da zona sul da capital fluminense durante a virada do ano. O número representa um salto de 1.786% em relação ao Réveillon de 2024 para 2025, quando foram apenas 29 salvamentos.

A Defesa Civil do Rio emitiu um alerta de ressaca para todo o litoral fluminense, ontem, 31. O aviso foi transmitido diretamente para todos os celulares da população. A recomendação é que ninguém entre no mar. A orientação se mantém hoje.

A Marinha também emitiu um alerta de ressaca para a região, com previsão de ondas de até 2,5 metros até a manhã desta quinta.

As praias de Copacabana, palco da grande festa de Réveillon do Rio, estiveram lotadas desde a manhã de quarta. As ondas chegaram a se aproximar de um dos palcos montados para o show.

Salvamentos ocorreram em:

• Copacabana: 248;
• Ipanema: 168;
• Leme: 70;
• Arpoador: 40;
• Leblon: 11.

A corporação segue com as buscas pelo adolescente que desapareceu na altura do Posto 2 de Copacabana. De acordo com a TV Globo, ele era de Campinas (SP) e passava o fim do ano no Rio.

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Especialistas alertam sobre o risco

'O mar não está indicado para mergulho. Temos ondas de até 2,5 metros, um mar com muita energia, muitas valas e correntes de retorno', alertou o tenente-coronel Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros do Rio. 'As pessoas vão querer, obviamente, se banhar. Está calor. Mas a corporação não negocia a segurança: não mergulhem no mar. Estaremos com drones enviando avisos sonoros para que as pessoas não insistam nessa prática. Realmente, o mar vai subir. O risco é real.'

Doutor em gerenciamento de riscos e segurança do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ, Gerardo Portela também pede cautela.

'Sou carioca, pratico surfe, estou sempre na orla. Mas as condições do mar estão totalmente desfavoráveis', afirmou Portela. 'Nos dias que antecederam a atual ressaca, eu tirei várias pessoas do mar com a minha prancha porque a correnteza, em determinados locais, às vezes surpreende e traga a pessoa para dentro da água mesmo em lugares onde dá pé.'

Portela também destacou ser necessário estar atento à queda de raios. 'Em um local aberto como a praia, basta cair um raio para centenas de pessoas serem impactadas. As pessoas que estão na areia estarão vulneráveis. Durante uma tempestade de raios, a praia é o local de maior probabilidade de uma pessoa ser atingida.'