Cidades

Rio Grande é destino de turistas de todo o Brasil

A cidade mais antiga do Estado atrai brasileiros pela história, gastronomia e pontos turísticos

Cidade é conhecida pelo tradicional passeio com as gavonetas
Cidade é conhecida pelo tradicional passeio com as gavonetas Foto : Angélica Silveira / Especial / CP
Considerada a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul em colonização portuguesa, o município de Rio Grande atrai turistas de todo o Brasil. Eles chegam em busca da história da cidade e de sua gastronomia, voltada principalmente aos frutos do mar e a culinária portuguesa.

A cidade é a escolha de muitas excursões. No verão o destino é a maior praia em extensão continua do mundo, o Cassino. Antes disso, contudo, já a partir do início do segundo semestre, tradicionalmente há uma grande movimentação de grupos de estudantes. Conforme explica a agente de turismo Minéia Silvana Oliveira Rola, durante o mês de setembro, por exemplo, a média de ônibus com estudantes com destino a cidade é de quatro por semana. “Os passeios de vagonetas nos molhes da barra, o museu oceanográfico e o centro histórico, onde no mercado as pessoas têm contato com gastronomia são os pontos mais solicitados por visitantes”, enumera.

A aposentada Mara Francisconi Schmidt viajou com o marido e os cunhados de Taquara, onde moram, para visitar Rio Grande. Eles integraram um grupo de aposentados de várias cidades da Região Metropolitana. “Gostamos muito da cidade. Achei a parte histórica muito interessante e também a praia do Cassino, aquela terra de extensão enorme que não tem fim. É diferente e também muito bonita”, conta.

Os molhes da barra são uma das maiores obras de engenharia oceânica do mundo. Adentram em torno de quatro quilômetros no oceano Atlântico. O passeio nas vagonetas, movidas pelo vento e pelos chamados vagoneteiros, custa R$ 10 por pessoa e dura em torno de 40 minutos. É uma oportunidade para fotografar os navios que entram e saem dos molhes e também pescar. No verão os carrinhos chegam a fazer até sete viagens por dia, no inverno o número cai para no máximo duas.

Na praia é possível observar as dunas conservadas, as aves migratórias, a passarela ecológica e os destroços do navio Altair. Além da pesca, a praia do Cassino também é indicada para o surf e o turismo de aventura. Os interessados podem conhecer toda a praia a pé realizando a trilha Caminho dos Faróis. São oito dias de caminhada por locais poucos explorados até a divisa com a praia do Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar.

Voltando para o município é possível visitar o centro histórico com prédios dos mais variados estilos arquitetônicos que registram diferentes épocas de riquezas econômica e cultural da cidade. O Prédio da Alfândega, por exemplo, tem arquitetura neoclássica. Foi erguido entre 1875 e 1879, por ordem do Imperador Dom Pedro II, em homenagem aos gaúchos que lutaram na Guerra do Paraguai.

Além de uma vista maravilhosa pela Laguna dos Patos, pela manhã, bem cedinho, é possível adquirir peixes frescos no Mercado das Docas. O produto é comercializado por pescadores locais ao lado da Biblioteca Rio-grandense, a mais antiga biblioteca do estado, fundada em 1846 e com um acervo de 450 mil volumes. O município também possui onze museus, sendo o mais conhecido o Museu Oceanográfico Professor Eliezer de Carvalho Rios, da Universidade Federal do Rio Grande. No local é possível visitar a mais completa coleção de moluscos da América Latina, com 50 mil catalogados. A visitação ocorre de terça-feira aos domingos das 9h às 11h30min e das 14h ás 17h 30min. Junto ao Museu Oceanográfico é possível conhecer o Museu Antártico, uma réplica da estação brasileira no continente gelado. A visitação ocorre de terça-feira a domingo, das 9h ás 11h30min e das 14h ás 17h30min.

Nos finais de semana de tempo bom é possível visitar também o Eco Museu Ilha da Pólvora, instalado em uma ilha do estuário da Laguna dos Patos. O local é chamado Marisma, que é onde a água doce da Laguna se encontra com a agua salgada do oceano. Há, ainda entre as opções de turismo ecológico, o Eco Museu da Picada e a Estação Ecológica do Taim, onde é possível observar preás, tartarugas, jacarés e aves de espécies diversas, além do cisne de pescoço preto, a ave símbolo da cidade do Rio Grande. Trilhas ecológicas podem ser percorridas na Vila da Capilha, povoado do Taim, acompanhados por monitores locais desfrutando das paisagens da Lagoa Mirim. Na Ilha dos Marinheiros há a opção de provar da gastronomia local, alguns pratos típicos portugueses e a jurupiga, bebida típica da região.

Contudo, entre belezas gastronômicas, arquitetônicas e naturais, é impossível falar em Rio Grande e não lembrar do seu porto. Denominado Porto do Mercosul e dividido em três partes: Porto Velho, Porto Novo e Superporto. Neste último estão localizadas as instalações do Polo Naval, o terminal de contêineres e os graneleiros, que também se tornaram pontos turísticos na cidade.

Como chegar

De carro, partindo de Porto Alegre, é possível chegar a cidade pela BR 116 até Pelotas onde é feito o acesso à esquerda na BR 392 até Rio Grande.

De ônibus, a viagem dura em torno de cinco horas, com linhas saindo de Porto Alegre com 14 opções de horários entre 2h até às 22h ,diariamente.