Pelo terceiro dia consecutivo, a população de Alegrete, na Fronteira Oeste segue enfrentando as consequências da cheia do rio Ibirapuitã, que corta o município. Conforme o boletim a Defesa Civil Municipal divulgado às 12h, o rio estava com 12,6 m, crescendo em média dois centímetros a cada hora.
Com isto, 57 famílias seguem desabrigadas (191 pessoas) e 89 desalojadas (352 pessoas). A cidade segue disponibilizando abrigos nos ginásios do Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha, da Escola Eurípedes Brasil Milano e do colégio Honório Lemes, além de igrejas do Exército de Salvação, Sociedade Alegretense de Apoio à infância e a Adolescência (SAAI) e Quadrangular.
A Prefeitura também está solicitando à população doações de colchões, agasalhos, alimentos e produtos de limpeza, que podem ser entregues junto ao Palácio Ruy Ramos. As cotas de alerta do rio Ibirapuitã é de 8,5 m, de atenção 7,5 m e de inundação a partir de 9,7m. A Prefeitura da cidade está montando laudos e deve decretar emergência nos próximos dias.
Rio Quaraí começa a recuar
O rio Quaraí que também tinha saído do leito, em função das chuvas dos últimos dias começou a recuar. Segundo o secretário municipal de obras de Quaraí, Bruno do Canto Soares, no início da tarde o manancial estava com 9,49m. "Está baixando em média oito centímetros por hora. A previsão do município é que desabrigados e desalojados consigam retornar para suas casas nesta segunda-feira", projeta. Enquanto isto, as 61 pessoas que tiveram que deixar 22 residências seguem na mesma situação. Destas 24 estão no abrigo público, seis acampadas próximo a suas casas e outras 31 junto a familiares ou amigos.
- Rio Grande do Sul amanhece com temperaturas baixas
- Mais de 490 pessoas estão fora de casa devido a cheia do rio Ibirapuitã, em Alegrete