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RS: apesar de enchente de 2024, estado manteve estrutura de Segurança Alimentar, diz IBGE

Evento climático foi considerado em pesquisa sobre nutrição no País

apesar de enchente de 2024, estado manteve estrutura de Segurança Alimentar, diz IBGE
apesar de enchente de 2024, estado manteve estrutura de Segurança Alimentar, diz IBGE Foto : Sindicato Rural de Bela Vista/ CP

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira dados de Segurança Alimentar e Nutricional de municípios e estados em 2024. No caso do Rio Grande do Sul, o IBGE considerou a enchente daquele ano e tratou de ações tomadas para o evento.

De acordo com a pesquisa, o Estado tinha estrutura de governança estabelecida para a política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).

No que diz respeito à existência de um plano estadual de SAN, o RS declarou que contava com o planejamento em 2024, 2023, mas não em 2018.

Há dois anos, o RS era um dos 12 estados da federação que indicaram possuir recurso orçamentário estadual para apoiar o funcionamento do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

O território gaúcho também estava entre aqueles que recebiam orçamento específico do Estado para apoio às atividades da Câmara ou Instância Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN).

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Segundo o IBGE, o RS também estava entre os 12 estados que tinham orçamento específico do governo estadual para apoiar as atividades da Câmara ou Instância Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN).

Além disso, o RS está entre as 16 Unidades da Federação que realizaram a Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional nos últimos cinco anos (2019 a 2023) e cujas deliberações foram consideradas para a elaboração e desenvolvimento do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

Dados nacionais

De acordo com a pesquisa, dos 5.544 municípios brasileiros que responderam ao Suplemento de Segurança Alimentar e Nutricional da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e Estaduais (Estadic) 2024, quase metade deles (49% ou 2.678) não tinha uma estrutura organizacional que tratasse de política de segurança alimentar e nutricional no ano passado.

Por outro lado, a estrutura estava presente em todas as 26 unidades da federação que participaram da pesquisa. Rondônia e 23 municípios não responderam.

Considerando o tamanho populacional dos municípios, a existência de estrutura organizacional era menor nos menos populosos. Dos 1.287 municípios com até 5 mil habitantes que responderam ao questionamento, em 39,6% (510) havia estrutura organizacional. A proporção aumenta quando a população é maior. Dos 48 municípios com mais de 500 mil habitantes, em 91,7% (44) havia estrutura organizacional. O Nordeste foi a grande região com maior proporção de municipalidades com estrutura organizacional (64,8%), enquanto o Centro-Oeste, a menor (27,3%).

Para a gerente de Estudos e Pesquisas Sociais da Coordenação de População e Indicadores Sociais Vânia Maria Pacheco, é essencial a compreensão dos conceitos fundamentais que sustentam a Política Pública da Segurança Alimentar. “A implementação eficaz de ações visa garantir não apenas a disponibilidade de alimentos, mas também o acesso e a boa nutrição da população. A Segurança Alimentar e Nutricional é um conceito multidimensional que abarca a disponibilidade, o acesso e o consumo de alimentos de qualidade, que devem ser refletidos na dieta da população, garantindo que todos tenham o direito de usufruir de alimentos em quantidade e qualidade adequadas”, destacou Vânia.

Mulheres são maioria na gestão

As mulheres eram a maioria no comando do órgão gestor da área de segurança alimentar e nutricional em 2024. Nas 26 unidades da federação pesquisadas, eram 16 mulheres gestoras. Entre os 2.820 municípios que responderam sobre a informação, 69,6% (1.963) tinham mulheres à frente do órgão gestor, enquanto os homens eram 30,4% (857). A proporção de mulheres diminui com o aumento da população dos municípios. Nos 510 municípios com até 5.000 habitantes com estrutura, 75,3% (384) tinham mulheres comandando a estrutura organizacional de política de segurança alimentar e nutricional, enquanto os homens eram 24,5% (125). Em municípios com mais de 500.000 habitantes (44), em 52,3% (23) as mulheres estavam à frente do órgão, enquanto os homens eram 47,7% (21).