Cidades

RS terá uma federação para representar Instituições de Longa Permanência de Idosos

Iniciativa idealizada pelo Rotary Club Norte pretende atuar com representação política, pautando o debate sobre políticas públicas para a pessoa idosa

Cerimônia de apresentação da federação aconteceu nesta quinta-feira no galpão da Câmara Municipal do Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia
Cerimônia de apresentação da federação aconteceu nesta quinta-feira no galpão da Câmara Municipal do Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia Foto : Ricardo Giusti

A partir de agora, o Rio Grande do Sul contará com uma federação para representar as Instituições de Longa Permanência de Idosos do Rio Grande do Sul (FILPI-RS), responsáveis por acolher milhares de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade no estado. A iniciativa, que promete avançar nos direitos da área da assistência social e do cuidado, irá atuar com representação política, pautando o debate sobre políticas públicas e centralizando pleitos junto a governos e parlamentos com fortalecimento institucional, para criar rede de apoio e capacitação. A cerimônia de apresentação da federação aconteceu nesta quinta-feira no galpão da Câmara Municipal do Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia.

Em um primeiro momento, serão 12 instituições sem fins lucrativos do estado contempladas na federação, que posteriormente será ampliada. A iniciativa é pioneira no Brasil, e tem realização do Rotary Club Porto Alegre Norte e apoio do Rotary Internacional, associação de serviços que visa a prestar serviços humanitários.

A federação está baseada em três pilares: a identificação de ILPIs sólidas para formar a base da entidade, o engajamento da rede de Rotary Clubs do estado para dar capilaridade e confiança ao projeto e o estabelecimento de parcerias institucionais estratégicas para fornecer suporte técnico e político.

Domingos Costa, coordenador do projeto pelo Rotary Club Porto Alegre - Norte, lembrou que, no Rio Grande do Sul, são 1.300 Instituições de Longa Permanência em atividade, sendo 250 sem fins lucrativos que precisam de atenção. “Há uma série de projetos de lei na Assembleia Legislativa, na Câmara e no Senado Federal parados, porque não existe representação nenhuma dessas entidades”, lamentou.

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Inicialmente, será estruturado um banco de dados e representação institucional para entender a realidade das instituições e quais questões prioritárias precisam ser resolvidas, para depois definir as ações e projetos prioritários. “Existe uma demanda muito forte com relação à representação institucional dessas entidades, e existe esse vácuo. Afora isso, toda a questão tecnológica, de capacitação de profissionais e de captação de recursos”, complementou Costa.

Apoiador da iniciativa, Sílvio Ourique, governador do Rotary Internacional, do Distrito 4670, destacou a relevância da iniciativa para auxiliar na atenção ao idoso. “Essa federação veio para juntar todas as pontas que estavam soltas em uma entidade só. Vai agregar bastante e vamos trabalhar forte nesse sentido”, afirmou.