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Ruas alagadas nos bairros Feitoria, Pinheiros, Rio dos Sinos, Campina e Vicentina em São Leopoldo

A prefeitura leopoldense organizou quatro abrigos na cidade, mas apenas um deles estava em uso no bairro Santos Dumont, acolhendo uma família de cinco pessoas

Velocidade e direção dos ventos deixam moradores em alerta para o comportamento do rio
Velocidade e direção dos ventos deixam moradores em alerta para o comportamento do rio Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

A cheia do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, que na manhã desta segunda-feira estava em 5,23m, descendo 2 centímetros por hora, obrigou a prefeitura a organizar quatro abrigos na cidade. Entretanto apenas um estava em uso no bairro Santos Dumont, acolhendo uma família de 5 pessoas. De acordo com dados da Defesa Civil do município, a cota de inundação é de 4,50m nos bairros Pinheiro e Rio dos Sinos e 5,10m no São Geraldo. Os bairros onde o rio já extravasou e atingiu pátios e residências são Feitoria, Pinheiros, Rio dos Sinos, Campina e Vicentina.

Na Rua das Camélias, no bairro Pinheiro, o rio avançou na metade da rua, deixando parte das moradias sem ter outro acesso, senão de barco. Adriana Bittencourt, que mora há mais de 20 anos na localidade e ainda estava em uma região seca, disse que torcia para que desta vez o rio se mantivesse longe da casa, local onde a família mantém uma oficina de carros.

"No ano passado, a água passou do telhado. Ficamos 25 for a de casa e 60 dias sem trabalhar. Não foi fácil. Hoje, vemos vizinhos saindo de barco para trabalhar e revivendo todo o transtorno da enchente de 2024. É muito triste." Adriana conta que cuida de hora em hora as redes sociais da prefeitura com os informativos da Defesa Civil. "Parece que estabilizou, mas agora começou a ventar e conforme a direção do vento, ele pode voltar a subir. Seguimos monitorando."

Raul Antônio Lazaretti, que mora no Feitoria e estava nas Camélias em busca de um serviço, precisou voltar para casa sem assistência, pois o comércio estava de portas fechadas em virtude de a loja estar embaixo da água. É uma situação bem triste. Eu moro há 58 anos em São Leopoldo e no ano passado foi a primeira vez que entrou água dentro da minha residência. Até hoje não consegui adquirir todos os móveis que se perderam na enchente. Ainda bem que temos saúde."

DESLIZAMENTO DE TERRAS NOS BAIRROS BOA SAÚDE E CANUDOS

Em Novo Hamburgo, a Defesa Civil segue monitorando o nível do Rio dos Sinos. A última a medição da captação da Comusa era de 6,78 metros. Durante a madrugada, o rio baixou 2cm, mantendo a estabilidade nesta segunda-feira. Os principais pontos de acúmulo de água seguem sendo na Vila Getúlio Vargas, no bairro Canudos, e no Loteamento Integração, em Lomba Grande. Não há desabrigados. Equipes da Defesa Civil estão circulando pelas zonas ribeirinhas orientando os moradores.

No domingo, nove pessoas tiveram que sair de casa por conta de movimento de massa, com deslizamento próximo a barrancos, em construções irregulares. Os fatos foram registrados nos bairros Boa Saúde e Canudos e os moradores, que deixaram os locais por medida preventiva, foram encaminhados para a casa de familiares.

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