A Prefeitura de São Leopoldo realizou as intervenções de urgência e necessárias na recomposição do dique no bairro Santos Dumont/Vila Brás, com acesso pelo caminho de serviço no dique de Novo Hamburgo, por ocasião de um compromisso firmado perante o Ministério Público (MP), e que somente foi possível por interferência do MP, uma vez que, em um primeiro momento, houve a negativa da Prefeitura de Novo Hamburgo de permitir o acesso ao dique do bairro Santos Dumont/ Vila Brás para a execução dos serviços em sua estrutura.
Antes de fazer a recomposição do dique na Vila Brás/Santos Dumont, equipes de trabalho da prefeitura leopoldense fizeram a manutenção em trechos comprometidos do dique em território hamburguense, com reforço de rachões (pedras) e colocação de argila, além da elevação da estrutura em pontos críticos. A Prefeitura de São Leopoldo possui laudos técnicos que solidificam que não houve danos na estrutura do dique em Novo Hamburgo. Ainda durante o período crítico da enchente, a Prefeitura de São Leopoldo colocou duas bombas móveis, cada uma com capacidade de 3.300 litros por segundo, para fazer a drenagem das águas, tanto do bairro Santos Dumont em território leopoldense, como do bairro Santo Afonso/Vila Palmeira em Novo Hamburgo, o que acelerou o esgotamento das águas nos territórios.
A Prefeitura de São Leopoldo informa ainda que, depois de concluída a primeira parte de recomposição do dique no bairro Santos Dumont/Vila Brás, trabalhou paralelamente na melhoria do caminho de serviço pela avenida Mauá em São Leopoldo, para facilitar o acesso e finalizar a estrutura, porque em um primeiro momento, não possuía acesso, pois estava em área submersa. Em nenhum momento o governo leopoldense se negou em buscar uma solução conjunta com o governo hamburguense, a fim de construir um outro caminho de serviço que permitisse acesso aos territórios. Naquele momento, a questão era de urgência e se fazia necessária o acesso para reparação do dique, drenagem das águas nos territórios lindeiros, e assim evitar uma tragédia maior. Caso contrário, a alternativa de um novo acesso poderia ser realizada em território hamburguense e na reparação do dique em seu território, onde se encontram moradias irregulares construídas ao longo da estrutura.