Santa Casa de Uruguaiana presta contas à Câmara de Vereadores
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Santa Casa de Uruguaiana presta contas à Câmara de Vereadores

Gestora mostrou ações de melhorias e situações das contas da casa de saúde

Por
Fred Marcovici


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A gestora da Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, Thaís Aramburu, apresentou na Câmara de Vereadores  a prestação de contas da instituição aos legisladores. Ela destacou que neste período foram realizadas prestações de contas periódicas à Prefeitura; Ministério Público; Corpo Clínico do Hospital, Fundação Pioneiros e Conselho de Administração do Hospital, e comunidade.

Thaís esclareceu que a Santa Casa é um hospital geral, de grande porte, terciário, privado, e de caráter filantrópico. Não sendo portanto, um hospital público. Lembrou sobre o quadro encontrado em janeiro de 2019 quando assumiu a gestão: déficit mensal de R$ 1,9 milhão, suspensão dos atendimentos de cardiologia, neurologia, saúde mental, pneumologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, bucomaxilo, traumatologia e gastroenterologia; atendimento amplamente comprometido no Pronto Socorro, realização de cirurgias somente de emergência; atendimento parcialmente suspenso na oncologia, escala incompleta na pediatria, e UTI Neonatal prestes a ser fechada (um paciente internado, com previsão de transferência); dívida de pelo menos R$ 270 milhões. 

A gestora salientou a integração no trabalho entre Santa Casa, UPA, Secretaria Municipal de Saúde, Universidade Federal do Pampa, 10ª Coordenadoria Regional de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde, reabertura de todos os serviços, exceto saúde mental, que está em fase de reconstrução. Já a alta complexidade em cardiologia foi desabilitada e mantidos os serviços de hemodinâmica. “Pactuamos com o Estado o que de fato temos condições de fazer”, diz ela.


Pagamento em dia dos salários de funcionários e médicos, pagamento do vale alimentação e vale transporte, carreta com serviços odontológicos para funcionários, seguro de vida gratuito para todos os funcionários, retomada do crédito com fornecedores, distrato com empresa terceirizada de faturamento, recontratualização com o Estado para atendimento pelo SUS, implantação das comissões assessoras visando a habilitação como hospital de ensino, início do atendimento no Hospital Dia Cirúrgico, reforma do 3º andar, com instalação de gases medicinais, instalação de gases medicinais no 4º andar, contratação de novos médicos (oncologista clínico, anestesiologistas, urologista e cirurgião oncológico e do aparelho digestivo), abertura do ambulatório para particulares e convênios, redução do índice de glosas aumentando a receita SUS e convênios, manutenção dos aparelhos e equipamentos, negociações de dívidas, substituição da plataforma de compras, medidas de economia como cancelamento de linhas telefônicas distribuídas a funcionários e instalação de um boiler elétrico; implantação do Compliance (código de conduta para funcionários, médicos, prestadores de serviço); acordo trabalhista histórico e reestruturação de setores como o RH. O balanço detalhado foi entregue aos vereadores, um relatório com 1586 páginas.