Os agentes do trânsito de Santa Cruz do Sul isolaram parte da calçada em trecho da rua Senador Pinheiro Machado, no Centro, após relatos de acidentes com lagartas envolvendo pedestres que trafegavam pelo local. As árvores no trecho estão infestadas com os insetos. A espécie, embora possa causar queimaduras, não é tóxica. A remoção não é permitida, assim como o uso de defensivos por se constituir em prática ilegal.
Uma das vítimas foi o militar da reserva João Francisco Barbosa, ferido com a lagarta ao estacionar seu veículo na rua nesta semana. A queimadura na mão esquerda foi tão séria que ele precisou de atendimento médico. “Eu senti uma dor muito forte e, em seguida, parte do braço estava dormente”, relata Barbosa. Nas árvores do trecho é possível identificar a presença de várias lagartas.
O professor doutor em biologia da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Andreas Köhler, explica que o período em que a lagarta é perigosa dura 20 dias, período que as pessoas devem evitar de se aproximar dessas plantas. Depois, o inseto se recolhe em um casulo e vira borboleta, deixando de ser ofensiva ao contato humano.
A espécie encontrada nas extremosas da rua Senador Pinheiro Machado tem comportamento e formato diferente das Taturanas. “Quando ocorre um acidente com Taturana, por exemplo, à exposição à toxina é maior, pois elas se instalam muito próximas umas das outras, por isso, acerta várias Taturanas.” A espécie de lagarta encontrada nas árvores em Santa Cruz do Sul não fica aglomerada nos galhos.
Santa Cruz do Sul isola área em calçada por risco de acidente com lagartas
A espécie pode causar queimaduras, mas não é tóxica e sua remoção não é permitida