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Santana da Boa Vista enfrentou três fenômenos climáticos em menos de nove meses

O prefeito Garleno desabafa: o que leva duas horas para acontecer, leva-se um mês para restaurar

Árvores tombaram em estradas vicinais interrompendo o tráfego de pessoas e veículos
Árvores tombaram em estradas vicinais interrompendo o tráfego de pessoas e veículos Foto : Vanderlei Rael / Prefeitura de Santana da Boa Vista / Divulgação / CP

Em Santana da Boa Vista, Região Sul do RS, registrando três fenômenos climáticos nos últimos nove meses, sofreu uma série de problemas que causaram prejuízos, desconforto e abatimento.

Porém, o prefeito Garleno Alves da Silva, reiterou – “É baixar a cabeça e recomeçar de novo”, disse.

No temporal de 16 de janeiro último, os ventos atingiram 100 km/h e, em alguns pontos, superou em muito este índice, salienta Silva.

Em uma hora de chuva o acumulado atingiu ao menos 130 mm, prejudicando a infraestrutura do município nas áreas urbana e rural.

Foram bueiros, ruas, calçamentos, 10 casas destelhadas com distribuição de lona, estradas vicinais chegaram a ter o trânsito interrompido e posteriormente recuperado, um muro tombou sobre a casa de uma idosa na rua Independência, centro da cidade.

Por sorte, a moradora não estava no local no momento da queda.

Houve falta de energia elétrica na área urbana, levando em média 24 horas para o restabelecimento e na rural pelo menos quatro dias de espera. Por consequência também foi registrada falta de água.

As localidades de Serra dos Vargas, Serra dos Pereiras e Água Doce, foram as que mais sofreram com o fenômeno, com pelo menos 30 moradias destelhadas.

“A matriz econômica de Santana da Boa Vista que são as culturas de soja, milho e feijão, felizmente escaparam da tempestade sem repercussões relevantes. Também a pecuária passou ilesa, nos surpreendendo por não ser usual”, destaca.

O prefeito resgatou um histórico de problemas gerados por fenômenos climáticos, nos últimos nove meses. Em abril de 2023, uma tempestade de granizo castigou o município que distribuiu 3 mil telhas brasilit, além de outros gastos paralelos.

Já em setembro do ano passado, 800 mm de chuva danificou a maior parte dos 2,9 mil quilômetros de estradas vicinais, além de gerar dificuldades na área central da cidade.

E agora, o 16 de janeiro que levou tudo que havia sido reparado, lamenta Silva.

“Estamos trabalhando inclusive nos finais de semana. O que leva duas horas para acontecer, leva-se um mês para restaurar”, destaca.

Silva estima que o prejuízo alcance R$ 700 mil, que para Santana é muito. Um valor que deveria ser investido em áreas prioritárias.

Na próxima segunda-feira, com a documentação concluída, o município decretará situação de emergência para buscar apoio junto aos governos do Estado e União, conclui.