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São Lourenço do Sul cria Centro de Distribuição de Doações na cidade

Mais de 500 pessoas foram atingidas pelas cheias no final de semana

As doações são organizadas  no salão da Comunidade Nossa Senhora Aparecida, onde os desabrigados estavam
As doações são organizadas no salão da Comunidade Nossa Senhora Aparecida, onde os desabrigados estavam Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

São Lourenço do Sul prossegue nesta segunda-feira com o trabalho de atendimento às famílias atingidas pelas chuvas do último final de semana. Mais de 500 pessoas, especialmente moradoras do bairro Lomba tiveram que sair de suas casas, que foram invadidas pelas águas do Arroio São Lourenço, após a chuva, que segundo a prefeitura chegou a 300 milímetros.

Das 39 pessoas que estavam no abrigo instalado no salão da Comunidade Nossa Senhora Aparecida, 10 permanecem no local, onde também as doações estão sendo organizadas para serem distribuídas aos atingidos. A prefeitura recebeu ainda no final de semana vários itens da Defesa Civil Estadual que foram entregues, prioritariamente, para as pessoas que estavam desabrigadas.

Na noite de domingo, a Central Única das Favelas distribuiu 200 marmitas. Para a noite desta segunda-feira, mais 500 kits com alimentos devem ser distribuídos nas casas das pessoas atingidas pela enchente. Segundo informações da prefeitura, a ideia é entregar para quem realmente estiver precisando. Aqueles que querem doar devem entrar em contato pelas redes sociais da Prefeitura.

Além do bairro Lomba, a água do Arroio São Lourenço também atingiu a avenida São Lourenço, as ruas General Osório, João Batista Brauner, Humaitá, General Argolo e a Alameda Mano Serpa que vai em direção ao camping da cidade. Além do atendimento às famílias, com a busca de doações, prossegue opreenchimento de documentos para a Defesa Civil. "Tivemos em torno de 20 pontes, 50 bueiros e a totalidade dos 2,8 mil quilômetros de estradas rurais com problemas e estamos em calamidade", frisou o prefeito Zelmute Marten.

Pluviômetros

Marten revelou que, há cinco semanas, foram implantados na cidade dois pluviômetros novos, um no Passo do Candombe, outro no Passo Pinto, um linígrafo nas margens da Lagoa dos Patos (em frente ao lar dos idosos) e nesta semana, o Instituto Nacional de Meteorologia deve implantar uma nova estação meteorológica nas dependências do novo campus da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

O município também está com um projeto de implantação de uma sala de monitoramento junto com o curso de Hidrologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), aguardando análise para disponibilização de recursos junto ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Tudo para estruturar o ambiente de governança de resiliência climática, tendo uma previsão com cada vez mais exatidão sobre os novos eventos extremos que devem ocorrer com mais frequência. Assim queremos colaborar com estratégias de adaptação e mitigação de danos", assinalou.

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