Cidades

Seminário debate estratégias para resiliência em desastres naturais e saúde mental

Seminário “Tecnologias e Estratégias para Resiliência em Desastres: Da Pesquisa Acadêmica à Ação Comunitária” foi promovido pela Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil

Seminário “Tecnologias e Estratégias para Resiliência em Desastres: Da Pesquisa Acadêmica à Ação Comunitária”.
Seminário “Tecnologias e Estratégias para Resiliência em Desastres: Da Pesquisa Acadêmica à Ação Comunitária”. Foto : Pedro Piegas

Na manhã desta segunda-feira, o Plenarinho da Assembleia Legislativa recebeu o seminário “Tecnologias e Estratégias para Resiliência em Desastres: Da Pesquisa Acadêmica à Ação Comunitária”. Promovido pela Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil, o evento reuniu especialistas para discutir a importância da resiliência, ações preventivas frente aos desastres naturais e a integração do cuidado com a saúde mental nas estratégias de resposta.

O deputado Capitão Martim (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil, destacou a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção e proteção nos municípios diante de eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes. Ele enfatizou a importância de preparar as comunidades para esses desafios, tanto por meio de ações educativas quanto pelo fortalecimento institucional das Defesas Civis municipais.

“Defendo que o coordenador de Defesa Civil nos municípios deve ser um cargo técnico, ocupado por uma pessoa concursada, qualificada e de carreira”, afirmou o deputado. Segundo ele, essa medida garante maior profissionalismo e continuidade no enfrentamento de desastres.

Outro ponto destacado foi a relevância dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, compostos por grupos de voluntários organizados para atuar em situações de emergência. Além disso, o deputado ressaltou a necessidade de integrar profissionais de saúde mental às equipes de resposta, oferecendo apoio psicológico imediato tanto às vítimas quanto aos agentes de resgate.

Sobre o uso de tecnologias, o professor Rodrigo Barreto explicou que “o projeto GuardTI tem por objetivo adaptar os sistemas de alerta da Defesa Civil, que não são inclusivos, para pessoas com deficiência visual e auditiva, complementando a notificação por SMS e o pelo novo novo Cel Broadcast, com um dispositivo eletrônico de baixo custo que faz a casa se comunicar com a pessoa comunicando a situação de risco”.

Ao receber uma notificação da Defesa Civil, o smartphone do usuário (de acordo com a criticidade) lê o alerta e envia um sinal à caixa para que a mesma pisque as luzes (alerta visual), emita uma forte sirene (alerta auditível) e vibre a cama, por exemplo (alerta háptico), garantindo uma comunicação multisensorial. Além disso, existem tomadas que no dispositivo para que o usuário possa ligar qualquer equipamento eletroeletrônico que deseje ativar em caso de emergência, personalizando o funcionamento.