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Seminário em Eldorado do Sul capacita agentes da Defesa Civil com foco na redução de riscos e desastres climáticos

Seminário Municipal de Proteção e Defesa Civil debateu eventos extremos e mudanças climáticas, como está Eldorado do Sul no contexto das cheias e a profissionalização da proteção e Defesa Civil

Seminário Municipal de Proteção e Defesa Civil
Seminário Municipal de Proteção e Defesa Civil Foto : Ricardo Giusti

Nesta quinta-feira, dia 3, Eldorado do Sul recebe o 1º Seminário Municipal de Proteção e Defesa Civil "Juntos Somos Mais Fortes", organizado pela Defesa Civil do município e com apoio da Frente Parlamentar em Apoio à Defesa Civil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Eldorado do Sul e Câmara de Vereadores.

No Auditório da Igreja Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, o seminário traz, entre os temas, eventos extremos e as mudanças climáticas, como está Eldorado do Sul no contexto das cheias, a profissionalização da proteção e Defesa Civil, entre outros assuntos com foco na redução de riscos e desastres climáticos.

Entre os especialistas e palestrantes do evento, estão Marcos Leandro Kazmierczak, Doutor em Eventos Climáticos Extremos pelo Cemaden; Walter Collischonn, Doutor em Hidrologia pela UFRGS; Sérgio da Fonseca Diefenbach, Promotor de Justiça do MPRS; e Cleonice Maria Beppler, Professora Mestre do IFC.

Mario Rocha, coordenador da defesa civil de Eldorado do Sul, diz que o Seminário é para ser uma espécie de marco zero, que marca a Defesa Civil antes do seminário e após ele, em que o órgão estará mais capacitado. Um dos principais objetivos é explorar melhor os dados. "A Defesa Civil Estadual está bem profissionalizada hoje. Tem meteorologista, hidrólogo, e as informações chegam mais e chegam mais ricas. Então, se existem dados, se temos informações, vamos usar. A cidade, além de ter sido afetada pela enchente, decretou emergência e contabilizou diversos estragos com o temporal desta segunda-feira, dia 1º. Mario salientou, porém, que houve uma importante resposta de atendimento à à comunidade com o trabalho da Defesa Civil. "Temos, também, de ponto positivo, algumas obras, né, de alguns recursos que a Defesa Civil já empregou no município, como o hidrojateamento, limpeza de poeira. Quando choveu no dia, a água escorreu muito rápido. Estamos caminhando, em passos pequenos, mas a direção é essa."

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Josimar Cardoso foi coordenador da Defesa Civil Municipal durante a enchente e afirmou que, quando foi chamado para assumir o cargo no momento mais delicado da catástrofe, encontrou dificuldade para ter ferramentas e para contar com pessoas que realmente sabiam o que fazer na hora do desastre. “Esse seminário veio para isso, para trazer a importância de ter o levantamento de dados, de conhecer a região, saber o que que nós estamos fazendo, o que que precisa ser feito, conhecer e mitigar, realmente mitigar”, diz. “A tendência é só piorar. Então, se nós não estivermos preparados, a gente vai sofrer novamente”.

Cleonice Beppler, Coordenadora nacional do Curso Técnico em Defesa Civil do Instituto Federal Catarinense - IFC, foi uma das palestrantes que falou sobre a profissionalização e o conhecimento para autoproteção, que abrange desde o poder público à iniciativa privada, o terceiro setor e o cidadão. Cleonice busca explicar como haver uma integração de todos os atores no sistema. "A responsabilidade do poder público, da iniciativa privada, do cidadão, porque é uma responsabilidade solidária, cada um tem o seu papel no sistema", diz a profissional. Considerando que os desastres estão cada vez mais perto e mais frequentes, ela salienta a diferença de ter as informações de alertas e riscos e de saber o que fazer com essa informação. "A Defesa é um gestor de risco, um gestor de desastres que integra todo mundo. E a profissionalização da Defesa Civil traz isso. Um profissional que faça a gestão, não só do desastre. Mas faça a gestão de risco."