Cidades

Seminário promovido por Sinduscon-RS e Asbea-RS debate futuro do mercado através da construção industrializada

Segunda edição do Seminário de Industrialização abordou tecnologias, cadeia produtiva da atividade e soluções para reconstrução do RS

Seminário de Industrialização foi realizado no teatro da Sinduscon-RS, em Porto Alegre
Seminário de Industrialização foi realizado no teatro da Sinduscon-RS, em Porto Alegre Foto : Ricardo Giusti

Um evento para debater o futuro da construção civil no Rio Grande do Sul foi realizado nesta terça-feira em Porto Alegre. Promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do RS (Sinduscon-RS) e pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura Regional RS (Asbea-RS), a 2ª edição do Seminário de Industrialização abordou a implementação de sistemas de construção industrializada no mercado.

A atividade contou com a participação de projetistas, construtores, fornecedores, acadêmicos e autoridades. Segundo o vice-presidente do Sinduscon-RS, Roberto Sukster, a busca por soluções para a reconstrução do RS também norteou o debate, que tem como tema a construção modular industrializada, uma das opções para a construção de moradias definitivas para as famílias atingidas pela enchente.

“Durante a tragédia, o sindicato fez um levantamento de várias empresas de construção industrializada que podem ajudar na reconstrução do Estado, até mesmo para ajudar os órgãos públicos. Por isso, o foco desse seminário foi tratar desse assunto que é tão importante no momento, até pela falta de mão de obra que a gente está enfrentando na construção civil. Este tipo de construção é mais rápida e oferece um aumento de produtividade. E isso é essencial principalmente no momento que a gente está vivendo, com a necessidade de entregar casas para famílias”, citou.

A presidente da Asbea-RS, Raquel Hagen, também destacou que o seminário é uma forma de disseminar conhecimento para arquitetos sobre este tipo de sistema construtivo. “O profissional de arquitetura precisa se preocupar com o que a pessoa vai efetivamente usar aquela construção. Este é mais um item que pode ser considerado em um projeto. Aqui, a nossa ideia é disseminar conhecimento e debater que existem novas tecnologias para desenvolver projetos adequados a isso”, completou Raquel.

Empresas apostam em “mudança de cultura”

Um dos palestrantes no seminário foi o diretor técnico e comercial da Nextera, uma startup do grupo Saint-Gobain. Segundo ele, as empresas que fabricam os módulos utilizados no sistema construtivo industrializado apostam em uma mudança de cultura do brasileiro sobre o tema, em comparação com a construção feita em alvenaria convencional.

“Aqui no Brasil, alguns dos sistemas já estão ultrapassados. Com isso, o sistema industrializado passa a ser como algo inovador. Entretanto, ele já é utilizado há décadas no mundo. Um exemplo é a calamidade vivida no RS. Uma casa em alvenaria tradicional pode demorar até dez meses para ser construída. E a pessoa que está em um abrigo vai morar onde nesse período? Enquanto isso, é possível construir 200 casas em um dia na indústria. E as empresas estão preparadas para o aumento da demanda, a partir de um ecossistema completo que foi montado”, finalizou.