Cidades

Serviço de acolhimento passa a receber famílias em Santa Rosa

Patronato deixa de abrigar meninos e começa a acolher adultos e crianças para ações educativas

Patronato amplia atendimento
Patronato amplia atendimento Foto : Felipe Dorneles / Especial / CP
O Patronato Agrícola de Santa Rosa, que há 65 anos recebia meninos com medidas protetivas, encaminhados pelo Poder Judiciário, suspendeu o serviço de abrigo. A decisão atende às alterações contidas no documento de Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, do Ministério do Desenvolvimento Social. A legislação prevê que as entidades de acolhimento que recebam recursos públicos acolham crianças e adolescentes de até 18 anos, de ambos os sexos, com equipe mínima de atendimento.

Após análise das exigências e dos recursos financeiros oferecidos para o serviço, a Assembleia Geral da entidade deliberou pela suspensão do serviço de acolhimento. Por isso, em conjunto com a diretoria e o Grupo Amigos do Patronato optou por ampliar o perfil do público e o foco do atendimento. “Agora, atuamos na prevenção. Oportunizamos espaços para que crianças e adolescentes se ocupem com atividades em turnos inverso ao da escola, e para que os adultos se qualifiquem e possam gerar renda a partir de atividades aprendidas na entidade”, destaca Gislanei Rabuske, tesoureira voluntária da entidade.

Com nova nominação, o Centro da Esperança e Cidadania – Patronato oferece oficinas de capoeira, informática, produção de alimentos e grupo terapêutico. Também há a mediação de conflitos, com a realização de círculos da paz. Quando possuía a modalidade de abrigo, a entidade mantinha uma média de dez meninos atendidos em tempo integral. Agora, 50 pessoas são beneficiadas mensalmente pelas atividades, desde de junho. Gislaine conta que os meninos que estavam abrigados na entidade até o mês de julho, foram encaminhados para a família extensa (tios ou avós), adoção ou para o Conviver, o abrigo municipal. O Centro recebe famílias com renda de até três salários mínimos, de forma gratuita. “Queremos contribuir para que as pessoas atendidas se apoderem de conhecimento e aprendizagem para uma vida autônoma e de realização", destaca.