Cidades

Simers alerta para possível paralisação de médicos na Santa Casa de São Lourenço do Sul

Direção da casa de saúde diz que desconhece o movimento e que pagamentos poderão ser pagos nesta semana

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com médicos da Santa Casa de São Lourenço do Sul, quando a categoria deliberou por intensificar, junto aos demais colegas, a mobilização de paralisação dos serviços, caso o prazo de pagamento não seja cumprido pela gestão da instituição. Os médicos estão desde agosto sem receber seus salários. O diretor da Região Sul da entidade, Marcelo Sclowitz, salientou a necessidade de oficiar as autoridades competentes sobre a grave situação da Santa Casa.

“Vamos encaminhar ofício pedindo audiência no Ministério Público e seguiremos articulando com políticos locais para auxiliarem na pauta. Precisamos manter o diálogo com a administração do hospital e com a nova gestão municipal. Essa proximidade é importante”, declarou Sclowitz.

A formalização dos contratos também foi discutida. Os médicos relataram que a administração d o hospital está pressionando para que a assinatura seja feita. O Sindicato alertou que é preciso a presença da entidade para que os direitos da categoria sejam garantidos. Sclowitz informou que a assessoria jurídica da entidade irá contatar o jurídico do hospital.

“Daremos continuidade à formalização dos contratos com os médicos que nunca tiveram contrato formal. O Simers havia avançado bastante nesta proposição, porém, a direção da Santa Casa interrompeu as tratativas unilateralmente e sem justificativa”, recordou.

Foi deliberado que a AGE seguirá aberta de forma permanente para que ações possam ser tomadas pelos médicos, sem necessidade de convocação via edital. “Seguiremos tentando restabelecer o diálogo com a direção, ainda que esta venha sistematicamente ignorando ofícios enviados pelo Sindicato pedindo reunião”, afirmou Sclowitz.

O tesoureiro do hospital, Volnei Brose confirmou que os médicos ainda têm o valor referente ao salário de agosto à receber. “É normal este período porque eles sempre recebem entre 40 a 50 dias após o mês.. O descompasso deve tar em 10 dias se olhar do prazo. então não tá tão fora”, opinou. Ele conta que participou de uma reunião com a diretoria, onde estava presente um médico representante do corpo clínico “Ele disse que desconhece qualquer movimento neste sentido de paralisação. Atrasou este último pagamento dos médicos, por causa de um bloqueio de recursos, mas já está normalizando. Conversamos com a equipe médica que desconhece o interesse na paralisação”, garantiu.

Brose disse que acredita que durante a próxima semana os pagamentos possam ser realizados. “Estamos aguardando a chegada de recursos de emendas parlamentares. Estou indo a Brasília na terça-feira para agilizar a liberação de algumas emendas que estão ainda aguardando pagamento. Acredito que durante a próxima semana a situação normaliza”, projeta.