Rio Pardo está em alerta em relação aos seus mananciais, os rios Pardo e Jacuí, que cresceram durante a madrugada desta quinta-feira. O coordenador da defesa civil municipal, Dimas Gottardo, salienta que a situação começou a ser monitorada na segunda-feira, quando começaram as chuvas. "Monitoramos, pois toda a quantidade de água que cai em Cachoeira do Sul, Sinimbu, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, desemboca nos rios Pardo e Jacuí", explica. Desde quarta-feira, de forma preventiva, em torno de 15 famílias foram retiradas de suas casas. "Da Travessia Camargo, que é uma comunidade ribeirinha retiramos seis famílias durante a noite e madrugada desta quinta", relata. As famílias também foram removidas nas localidades de Picadinha, Várzea e Passo da Areia.
Nesta quinta-feira o trabalho se concentrou na Praça da Ponte, ao lado do Rio Pardo. "Com a elevação muito forte do Rio Pardo de madrugada tivemos que tirar dez famílias do local, que com seus móveis e eletrodomésticos estão sendo levadas para o Ginásio Paulo César Castro", relata. Segundo ele, o rio Jacuí cresceu quase dois metros entre a amanhã e tarde desta quinta-feira. "O que preocupa é o Rio Pardo perto das casas ribeirinhas", observa. Os locais mais atingidos são a Praça da Ponte e Vila do Rosário que são os locais mais baixos da cidade e a zona rural, que margeia o Rio Pardo vindo de Santa Cruz do Sul. "A correnteza que está vindo no Rio Pardo é importante, pois tem vazão não está sendo reprisada pelo Jacuí. se o rio estivesse mais alto e represado era bem mais complicado", avaliou.
Em São Gabriel a preocupação é o Rio Vacacaí
Chega a 65 o número de famílias que já foram retiradas de casa em São Gabriel. Elas foram atingidas pela cheia do rio Vacacaí, que ultrapassou a cota de inundação e provocou alagamentos nas áreas ribeirinhas. Na manhã desta quinta-feira, o rei estava com 6,7m, ainda acima da cota de inundação de 5,9m. O manancial começou a recuar, uma vez que na noite de quarta-feira chegou ao seu maior índice, de 7,05m.
Foram oito famílias da Vila Maria, 34 do bairro Mato Grosso e 23 do Passo da Lagoa. Destas, duas do bairro Mato Grosso, totalizando quatro pessoas, encontram-se atualmente desabrigadas e foram encaminhadas para o abrigo temporário montado no Ginásio Plácido de Castro. Durante o dia, estão sendo realizadas remoções de móveis e utensílios das áreas em risco, além do deslocamento de moradores. À noite, por questões de segurança, as ações são voltadas exclusivamente ao resgate e transporte das pessoas atingidas.