Moradores de um pequeno condomínio de oito casas no final da rua Dr. Marino Abrahão, na vila Ingá, bairro Passo das Pedras, em Porto Alegre, estão preocupados com a possibilidade de uma árvore de cerca de dez metros de altura cair sobre as residências. O vegetal, em uma calçada, está inclinado a partir do solo, e alguns de seus galhos repousam sobre a cobertura de outra casa vizinha, de dois andares, localizada ao lado deste conjunto.
Fios de energia elétrica estão enroscados nas áreas mais altas. “A gente fica pensativo sobre o que acontece. Não sou somente eu que me preocupo, mas todo o pessoal daqui”, afirma o aposentado Edvino Nunes, que vive em uma das casas. De acordo com ele, quase todos os que moram ali são parentes, e o próprio Edvino vive no local, em uma área da rua sem saída, há cinco anos. Desde então, a angústia relacionada à árvore nunca deu trégua.
Árvore em declínio ameaça cair sobre casas e fios de eletricidade
“Já tem um galho ali que está entortando, outro já está torto, e simplesmente nada é feito. Ela (árvore) começou a entortar naturalmente, o próprio vento deixou ela assim”. Sem saber ler ou escrever, ele diz não saber se foram abertos protocolos com a Prefeitura. Ainda conforme ele, vizinhos até tinham feito solicitações, porém Nunes não conseguiu localizar moradores próximos para obtê-los. No outro lado da rua, em uma área também bastante arborizada, fica a Escola Municipal de Ensino Fundamental Lauro Rodrigues, cujas aulas ocorrem normalmente. Ela não é afetada por esta árvore, e, por isso, as aulas ocorrem normalmente no local.
Procurada, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) disse que um engenheiro fez uma vistoria no local, mesmo sem abertura de protocolo, e conversou com o morador. Apesar de não haver risco de queda iminente, ainda de acordo com a secretaria, a pasta deverá encaminhar a supressão da árvore. A SMSUrb disse ainda que situações assim devem ser reportadas via canal 156, para que, caso necessário, seja feita a poda pela Prefeitura. Cidadãos também podem fazê-la, desde que também haja protocolo prévio e autorização do poder público. Demais orientações para manejo estão disponíveis neste documento da Prefeitura.