Áreas tomadas pela água se tornaram pontos de atuação para grupos voluntários em Porto Alegre. São centenas de pessoas que se reúnem para, através de recursos próprios, fazer o resgate de animais e pessoas ilhadas em imóveis.
Um exemplo disso ocorre na zona Norte da Capital. Basta percorrer o entorno do Viaduto José Eduardo Utzig, na avenida Benjamin Constant, para encontrar uma espécie de ‘caos organizado’. Não há lideranças oficiais, somente voluntários unidos por solidariedade ao próximo e que encontraram uma maneira de organizar bases na região.
Quem caminha pela localidade encontra barracas com alimentação gratuita, oficinas mecânicas para concerto de barcos, clínicas veterinárias e postos de saúde improvisados. Praticamente toda a estrutura é fruto da organização voluntária, inclusive os recursos materiais e financeiros.
A chega e partida de embarcações é constante. No entanto, apesar da movimentação intensa, os voluntários arranjam tempo para receber o agradecimento dos moradores resgatados que perderam imóveis e outros pertences na cheia do Guaíba.