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Sondagem topográfica é feita em Novo Hamburgo para subsidiar projeto de recuperação de dique

Dique, que faz divisa entre os municípios, conta com dois quilômetros em território hamburguense e outros 18 quilômetros em São Leopoldo

O levantamento topográfico também inclui a indicação de desalinhamentos, talude e curvas
O levantamento topográfico também inclui a indicação de desalinhamentos, talude e curvas Foto : Lu Ferreira / Prefeitura de Novo Hamburgo / CP

A Prefeitura de Novo Hamburgo tem realizado uma série de ações, estudos e avaliações técnicas junto às Casas de Bombas e especialmente junto ao dique no bairro Santo Afonso, que extravasou durante os eventos climáticos de maio, obrigando cerca de 18 mil pessoas a deixarem suas casas por conta da cheia do Rio dos Sinos.

O trabalho agora se concentra na busca pela melhor alternativa para reconstrução do dique e, por isso, quatro militares do Exército Brasileiro realizaram em toda a extensão um levantamento topográfico como a primeira etapa para embasar o projeto executivo que dará subsídio às obras de recuperação da estrutura de contenção das cheias. “Este levantamento técnico dará subsídio e será fundamental para termos as medidas necessárias”, destaca a prefeita Fátima Daudt.

O dique conta com cerca de dois quilômetros em território hamburguense e outros 18 quilômetros em São Leopoldo. O trabalho aconteceu em um trecho entre o marco zero, na ponte do Arroio Luiz Rau, na Avenida Pedro Adams Filho, e seguiu até a Casa de Bombas do bairro Santo Afonso. Segundo o sargento do Exército, Pedro Henrique Guerra de Almeira, além da altura, o levantamento topográfico também inclui a indicação de desalinhamentos, talude do dique e curvas. “Ele é mais denso onde há indicações de maior interação humana”, disse Guerra.

A prefeita Fátima já recebeu o relatório dos especialistas do Instituto Militar de Engenharia (IME) e agora trabalha na elaboração do projeto para que as obras sejam iniciadas o mais rápido possível, oferecendo segurança e tranquilidade às famílias que vivem em áreas ribeirinhas ao Sinos. Ao todo, a tragédia climática que atingiu diversas cidades gaúchas em maio, impactou diretamente 32 mil pessoas somente na cidade de Novo Hamburgo.