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Super El Niño deve trazer calor acima do normal ao país e mais chuva ao RS no verão, apontam meteorologistas

Temperaturas podem ficar de 1°C a 2°C acima da média entre novembro e janeiro

Na contramão do restante do Brasil, parte do sul gaúcho deve registrar temperaturas abaixo da média por causa da umidade
Na contramão do restante do Brasil, parte do sul gaúcho deve registrar temperaturas abaixo da média por causa da umidade Foto : Mauro Schaefer / CP Memória

Sob influência do El Niño, a maior parte do Brasil deve registrar temperaturas acima da média em novembro, dezembro e janeiro, aponta o prognóstico climático trimestral elaborado por órgãos federais e estaduais de meteorologia. O fenômeno também deve reduzir as chuvas no norte e no leste da Amazônia e elevar o volume de precipitação no Sul.

As temperaturas devem ficar de 1°C a 2°C acima da média em praticamente todo o território nacional no próximo trimestre. Em parte do Pará, as anomalias podem variar entre 2°C e 3°C.

O boletim é elaborado em conjunto pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Divulgado mensalmente, o prognóstico climático de longo prazo apresenta um panorama do trimestre seguinte e busca antecipar padrões climáticos de médio prazo com base em modelos numéricos.

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Além das temperaturas mais altas, bloqueios atmosféricos podem atuar no período. Esses sistemas ficam estacionados e favorecem ondas de calor em diferentes regiões do país, em especial no centro do Brasil.

Sul na contramão

Apenas áreas do sul gaúcho e catarinense devem ter temperaturas abaixo da média, condição associada ao excesso de chuvas previsto para a região. Os meteorologistas apontam alta confiança na continuidade das chuvas acima da média no Sul durante o trimestre.

Na região tropical, o El Niño deve acentuar a redução das chuvas nos próximos meses. Grande parte do Norte, parte do Nordeste e áreas de Mato Grosso e Goiás podem registrar déficit de precipitação.

Em setembro, os meteorologistas também observaram chuvas acima da média na porção centro-sul do Sudeste, efeito da oscilação na posição do jato subtropical, fenômeno da alta atmosfera que guia a trajetória dos sistemas frontais.