O último encontro de 2024 do Tá Na Mesa, promovido pela Federasul, aconteceu nesta quarta-feira. A tradicional reunião-almoço contou com a presença de jornalistas da Capital, Região Metropolitana e do Vale do Taquari. O diretor de redação do Correio do Povo, Telmo Flor, debateu o tema “Encerramento do Ano de 2024: Retrospectiva e Perspectivas sob o Olhar do Jornalismo Profissional” ao lado de Fernando Weiss (A Hora), Guilherme Kolling (Jornal do Comércio), Guilherme Macalossi (Bandeirantes), Igor Muller (Grupo Sinos), Marjana Vargas (Rede Pampa) e Marta Gleich (RBS).
Telmo Flor observou que a retrospectiva 2024 do Correio do Povo reflete a trajetória de muitos gaúchos. O diretor de redação destacou a importância do trabalho jornalístico em tempos de crise e lembrou da missão do jornalista. “Durante esse período cumprimos a missão do jornalista, que é informar, e o esforço foi recompensado pela audiência dos leitores”, declarou.
Apesar dos desafios enfrentados, Flor afirmou que as perspectivas para 2025 – ano em que o Correio do Povo completa 130 anos – são positivas: “Temos um grande Futuro”, disse lembrando o artigo que escreveu às vésperas dos seis meses “da maior catástrofe climática sofrida pelo Rio Grande Sul”.
Fernando Weiss destacou a importância de aprender com os eventos extremos, como as enchentes, reforçando o papel do jornalismo em produzir conteúdo relevante e de impacto: “Gerar conteúdo de qualidade faz a diferença na vida das pessoas”, afirmou.
Já Guilherme Kolling enfatizou a ética na checagem de fatos, característica indispensável do jornalismo profissional, e ressaltou o desafio de lidar com o excesso de informações na era digital: “Nunca tivemos tanta informação disponível e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil estar bem informado”.
Guilherme Macalossi descreveu 2024 como um ano que testou a coragem e a resiliência da sociedade e do jornalismo. “O jornalismo profissional vivenciou a tragédia”, disse destacando que o trabalho jornalístico tem o poder de salvar vidas, apesar de sua contribuição muitas vezes ser subestimada.
Igor Muller abordou as transformações digitais e os esforços da imprensa em se adaptar a novas demandas. E destacou um dos papeis da imprensa que é cobrar gestores e transformar a realidade por meio de uma cobertura responsável e informativa.
Marta Gleich chamou atenção para a relevância do jornalismo como um dos pilares da democracia, lembrando que as enchentes representaram a maior cobertura de todos os tempos para os veículos de comunicação do Estado. Marjana Vargas lembrou a cobertura extensa dos diferentes canais de comunicação para levar informação, muitas vezes realizadas ao vivo, sem roteiros, devido a singularidade que o momento de crise apresentava.