Cidades

Táxis, ônibus e lotações apontam prejuízos com calamidade vivida em Porto Alegre

Perdas vão desde a queda no número de passageiros até alagamento em garagens de empresas e carros em baixo d’água

Conforme a ATP, duas garagens de empresas de ônibus da capital foram atingidas pela cheia do Guaíba
Conforme a ATP, duas garagens de empresas de ônibus da capital foram atingidas pela cheia do Guaíba Foto : Mauro Schaefer

Áreas alagadas, pessoas desabrigadas e muitos moradores fora da capital. São muitos os elementos que fazem o setor de transporte ter prejuízos em um momento de calamidade pública como a que vive Porto Alegre neste momento. Por isso, tanto a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), responsável pelos ônibus do trasporte coletivo, como a Associação do Transporte por Lotações (ATL), responsável pelo transporte seletivo, e o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sinditáxi) apontam prejuízos em função da enchente.

Conforme a ATP, duas garagens de empresas de ônibus da capital foram atingidas pela cheia do Guaíba, sendo uma delas de forma severa. Nesse local, ainda não foi possível dimensionar os danos causados pelo alagamento do pátio de veículos. Além disso, a associação informou que mais de 250 funcionários de empresas tiveram suas casas atingidas pela enchente, e que as empresas estão prestando apoio e assistência para tentar ajudá-los a minimizar as perdas no momento.

No dia a dia da operação, a ATP apontou que há linhas desativadas ou com desvio, em função dos itinerários passarem pelas áreas alagadas, impactando no deslocamento pela cidade e na redução de passageiros atendidos. A queda de usuários também foi sentida no transporte seletivo, seja por muitos dos passageiros estarem desabrigados ou mesmo pela grande quantidade de portoalegrenses que estão trabalhando em casa ou buscaram refúgio no Litoral Norte, segundo o relato do presidente da ATL, Magnus Isse.

Ele conta que parte das lotações estão operando normalmente, mas que muitas linhas passam por locais alagados e precisaram passar por alterações, principalmente as que atendem a zona Sul e trafegam pelas avenidas Borges de Medeiros, Praia de Belas e Getúlio Vargas. “A linha que mais tem cliente é a da Restinga, mas essas que passam pela região Central tinham muitos passageiros. Estamos esperando a água baixar para que elas possam voltar a operar. Tem muita gente em casa e muita gente na praia, então as linhas estão bem reduzidas de clientes”, completou.

Diferentemente das duas empresas da ATP que tiveram suas garagens alagadas, o presidente da ATL cita que não teve registro de veículos alagados até o momento, com danos apenas no terminal de lotações de Belém Novo que está em baixo d’água. A inundação de áreas da capital também é um problema que atingiu muitos taxistas, segundo o presidente do Sinditáxi, Luiz Nozari.

Ainda não há um número de concreto de quantos veículos foram avariados pela cheia do Guaíba, pois em muitos locais a água segue alta e sem permitir o acesso para contabilizar os danos. Além disso, muitos taxistas também tiveram de deixar suas casas. “Sobrou a vida, a esperança e a vontade de lutar. Mesmo assim, ainda estamos ajudando outros que estão em situação pior. Já estamos articulando ações junto aos órgãos governamentais para obter algum tipo de ajuda emergencial para voltarmos ao trabalho com um mínimo de condições. O governo tem verbas e obrigações com todos os atingidos, portanto vamos exigir auxílio”, afirmou Nozari.