A Prefeitura de Taquara, em reuniões com vereadores, servidores municipais e agentes da Defesa Civil, definiu uma série de ações prioritárias afim de devolver a normalidade para as famílias residentes nos bairros Santa Maria, Empresa e junto ao Loteamento Olaria, áreas gravemente afetadas pelas cheias dos meses de maio e junho, diante do grande volume de água que caiu sobre a cidade e que em algumas áreas chegou no telhado das moradias. A ideia, de acordo com a prefeita Sirlei Silveira, é intensificar os serviços de desassoreamento do rio e de arroios, recolhimento de podas e retiradas dos entulhos que restaram da última enchente, buscando reduzir os impactos diante da previsão de novas chuvas.
Nesta semana, as ações começaram com o desassoreamento do arroio Sonda, que deságua no Rio dos Sinos. Realizado pela Secretaria de Obras e Serviços, o trabalho de retirada de materiais do leito do córrego será executado ao longo dos próximos 15 dias, com o uso de uma escavadeira. O trecho a ser desassoreado possui cerca de 300 metros, entre o loteamento e o rio. De acordo com o secretário de Obras, Alison Haubert a remoção de materiais aumenta a vazão e a capacidade do arroio em manter a água dentro da calha, sendo necessário um volume de chuvas maior para que haja transbordo.
“Junto ao desassoreamento, estamos trabalhando na limpeza de tubulações nas ruas do Olaria. Devido ao acúmulo de sedimentos, foram registrados entupimentos em alguns locais, sendo necessária a abertura de valetas, com máquinas, para o reparo das estruturas de escoamento”, destaca Haubert, da Secretaria de Obras. Outro serviço que será intensificado é o recolhimento de volumosos que ainda restam em algumas áreas da cidade, fruto da devastação causada pelas enchentes. dois caminhões-garra estão sendo usados para realizar essa intervenção.
“Esse trabalho é fundamental que seja realizado nos próximos dias, visto a previsão de mais um período de chuvas. Com o caminhão do Meio Ambiente, encerramos o recolhimento de volumosos e, com a garra, podemos agilizar o recolhimento das podas nos locais que não conseguimos chegar anteriormente”, avalia Matheus Modler, secretário de Meio Ambiente.