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Temperaturas acima da média e chuvas irregulares: o que esperar do clima no outono em 2026

Estação que marca a transição do verão para o inverno inicia nesta sexta-feira às 11h45min no horário de Brasília

Conforme a MetSul, poderá haver um aumento na frequência e nos volumes de chuva na segunda metade do outono
Conforme a MetSul, poderá haver um aumento na frequência e nos volumes de chuva na segunda metade do outono Foto : Camila Cunha

Manhã com temperaturas amenas e tardes com marcas mais altas. Nas árvores, as folhas verdes secam e caem ao chão. O outono, que inicia nesta sexta-feira, dia 20 de março, exatamente às 11h45min (no horário de Brasília) com o equinócio, é a estação marcada pela transição do tradicional calor registrado no verão para os dias mais frios do inverno no Sul do Brasil.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o período deverá começar com o Oceano Pacífico em fase de neutralidade, mas marcará a chegada do El Niño no decorrer dos dias. O instituto de meteorologia aponta que, mesmo sendo marcada pela chegada do frio, o início da estação terá temperaturas acima da média, com predomínio de dias quentes para a época do ano no Centro-Sul do país.

“Um outono frio é extremamente improvável. Isso, contudo, não significa que vai deixar de fazer frio. Os episódios de frio é que tendem a ser mais pontuais, eventualmente fortes. A tendência, assim, é que não ocorra frio persistente e muito prolongado neste outono”, apontou a meteorologista Estael Sias, da MetSul.

Outro ponto destacado pelo instituto é a ocorrência de mudanças bruscas de temperaturas que podem ser registradas no período, acompanhadas da chegada de frentes frias. Apesar disso, a MetSul prevê que o outono de 2026 será marcado por precipitações irregulares, com períodos chuvosos intercalados com outros de tempo seco. Isso deverá ocorrer na primeira metade da estação no Sul do Brasil.

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O entendimento da MetSul é que, já na segunda metade do outono, à medida que o Oceano Pacífico aquece, poderá haver um aumento na frequência e nos volumes de chuva. Tal fator poderá, inclusive, fazer com que episódios de alagamentos e cheias de rios possam voltar a ser registrados no Rio Grande do Sul.

“Adverte-se, inclusive, para o risco de episódios pontuais de chuva volumosa e excessiva com altos acumulados, sobretudo a partir de junho. A possibilidade destes eventos de chuva mais volumosa e até extrema cresce especialmente à medida que se aproxima o inverno. Tais episódios podem gerar inundações, alagamentos e mesmo cheias de rios com enchentes”, completou a metereologista.

Isso deve ocorrer por conta da chegada do El Niño em patamares similares aos de 2023. Naquele ano, a primeira da série de enchentes que assolou o RS foi registrada em junho, durante um ciclone no Litoral Norte, que refletiu em aumento do nível dos rios também na região Metropolitana. No Centro-Oeste e no Sudeste do país, onde normalmente ocorre a diminuição da chuva no outono, a estação poderá resultar em precipitações com volumes acima da média em diversas áreas por conta da maior presença de umidade.