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Tempestades, rajadas de vento e granizo deixam rastro de destruição no Paraná

Prefeitura de Maringá decretou estado de calamidade pública

Tempestades deixam rastros de destruição em Maringá
Tempestades deixam rastros de destruição em Maringá Foto : Rafael Macri / Prefeitura de Maringá / CP

Os temporais que atingiram o Paraná entre domingo e a manhã desta segunda-feira provocaram destelhamentos de casas e quedas de árvores, que bloquearam vias em várias cidades. Há milhares de clientes sem energia elétrica. Os maiores estragos foram registrados em Maringá, no Noroeste, e Marquinho, no Centro-Sul do Estado.

Por conta dos estragos, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, decretou estado de calamidade pública. Em Marquinho, chuva de granizo provocou destruição em imóveis e prédios públicos. A prefeitura estima que até 70% do município possa ter sido afetado. Laranjal também registrou danos e Londrina segue em alerta para novas tempestades.

Calamidade pública

A cidade de Maringá foi atingida por um forte temporal na madrugada desta segunda-feira. Em um espaço de sete horas, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) contabilizou 49,8 milímetros de chuva e rajadas de vento de até 40 km/h. A tempestade derrubou árvores e postes, danificou imóveis, atingiu veículos e prejudicou o trânsito em diferentes regiões da cidade.

Na avenida Colombo, trecho urbano da BR 376, árvores caíram sobre a pista e provocaram bloqueios. Também foram registrados estragos nas avenidas Brasil, Tiradentes e Tuiuti. Na avenida Humaitá, uma árvore despencou sobre veículos que estavam estacionados. A cobertura de um posto de combustíveis também desabou durante a tempestade.

Por conta dos prejuízos, o prefeito decidiu decretar estado de calamidade pública. A prefeitura ainda contabiliza os danos e as ocorrências. Equipes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil atuam desde as primeiras horas da manhã na remoção de árvores e galhos das vias e fazendo levantamento dos danos em imóveis, postes e veículos.

“O mais importante neste momento é garantir que a população receba atendimento rápido e tenha o suporte necessário”, afirmou Barros.

Em Marquinho, a chuva de granizo deixou ruas e terrenos cobertos por pedras de gelo, enquanto os ventos fortes provocaram destelhamentos e quedas de árvores. A prefeitura estima que até 70% do município possa ter sofrido danos. Casas, estabelecimentos comerciais, postos de saúde e prédios públicos foram atingidos. Entre os imóveis danificados estão as escolas municipais Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros.

O Centro de Eventos e a sede da prefeitura também sofreram estragos. Na zona rural, as comunidades de Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará figuram entre as mais afetadas. Não há confirmação de feridos, desalojados ou desabrigados.

Danos na zona rural

O temporal também atingiu Laranjal, distante 60 quilômetros de Marquinho. Os estragos se concentraram na zona rural, onde casas ficaram parcialmente destruídas. A Defesa Civil trabalha para identificar os moradores afetados e contabilizar os prejuízos. Até a última atualização, não havia balanço oficial sobre o número de pessoas atingidas.

Em Londrina, no Norte do Paraná, foram registrados 36 milímetros de chuva entre as 16h de domingo e às 7h desta segunda-feira, de acordo com o Simepar. A Defesa Civil colocou as equipes e o Comitê de Crise em regime de sobreaviso para acompanhar as condições meteorológicas.