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Temporal com ventos de 76 km/h derruba árvore e causa alagamentos em Porto Alegre

Avenida Edgar Pires de Castro, no Extremo Sul, ficou totalmente bloqueada depois que uma árvore caiu sobre a pista

Queda de árvore de grande porte bloqueou trânsito de veículos na avenida Edgar Pires de Castro, no Extremo Sul
Queda de árvore de grande porte bloqueou trânsito de veículos na avenida Edgar Pires de Castro, no Extremo Sul Foto : mauro schaefer

O temporal que passou pelo Rio Grande do Sul nesta sexta-feira causou transtornos na Capital. O momento de maior intensidade em Porto Alegre ocorreu pouco após as 14h, quando uma forte ventania atingiu a zona Sul e o Extremo Sul, derrubando uma árvore na avenida Edgar Pires de Castro. Logo após, a chuva atingiu toda a cidade, causando alagamentos e acúmulo de água em diversos pontos da Capital.

Segundo moradores do condomínio Repouso do Guerreiro, na Restinga, que fica bem em frente ao local onde foi registrada a queda, a árvore teria caído em função de uma forte corrente de vento que passou pela região. O Corpo de Bombeiros Militar, a Brigada Militar, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a CEEE Equatorial atenderam a ocorrência. Ainda por volta das 16h, a árvore seguia sobre a pista, aguardando trabalhos da concessionária de energia para iniciar o corte do tronco.

Segundo o sargento Francisco Posenato, do Corpo de Bombeiros, a equipe destacada ao local aguardava que a CEEE Equatorial realizassem um bloqueio da rede a partir de um aterramento. A medida visava que os clientes com placas solares não enviassem energia para a rede, mesmo desligada na subestação da região. “Aí poderemos trabalhar com tranquilidade, sem risco de que o sistema fotovoltaico mande energia para a rede. O corte será com motosserra e vamos fazer o máximo para liberar a via com celeridade e eficiência”, relatou.

Enquanto a árvore seguia sobre a pista da avenida e pendurada nos fios da rede elétrica, a EPTC criou um desvio improvisado sobre a calçada dos condomínios que existem no local, permitindo um trânsito no sistema “pare e siga”. De acordo com Carlos Machado dos Santos, morador do condomínio Repouso do Guerreiro, a região foi atingida por uma forte ventania, mas com pouca precipitação.

“Veio um vento muito forte, como se fosse um redemoinho, e logo depois o barulho. Quando fui olhar, vi que a árvore já estava no chão e todo mundo ficou sem energia”, relatou o morador. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 76 km/h na estação localizada no bairro Belém Novo, também no Extremo Sul.

Já no restante da Capital, foi a chuva que causou transtornos para pedestres e motoristas. A forte pancada de chuva que atingiu a região ocorreu entre as 14h e as 15h30min. Logo após o início da precipitação, diversos pontos do Centro Histórico já registravam acúmulo de água, principalmente nos bueiros. Ainda segundo a o Inmet, a estação meteorológica do bairro Jardim Botânico registrou uma precipitação de 17,8 milímetros entre as 14h e às 15h desta sexta.

Na Zona Norte, pontos tradicionais de alagamento voltaram a sofrer com a chuvarada, como a rua Voluntários da Pátria e a avenida A.J. Renner. Outros pontos com grande acúmulo de água foram a avenida Ceará, entre a Farrapos e a Sertório, principalmente para quem descia do viaduto Leonel Brizola, e na avenida Plínio Brasil Milano, nas proximidades do viaduto Obirici.