A medicina veterinária do futuro foi um dos temas em evidência na sexta-feira (6), na Gramado Summit 2025. O tema foi abordado com foco na aplicação da tecnologia para a prevenção de doenças em pets.
O painel "O Futuro Pet – Genética, Comportamento e Bem-Estar Animal" abordou como testes genéticos inovadores estão transformando o cuidado com cães e gatos, prometendo uma vida mais longa e saudável para os animais de estimação. A discussão contou com a participação da cadelinha Pipo, que marcou presença no palco.
O palestrante Eduardo Lemos, fundador da healthtech Petgenoma, explicou que a empresa utiliza testes genéticos para identificar predisposições e prevenir doenças crônicas em pets, resultando em maior longevidade maior. "A gente tem uma vontade de fazer com que esses pets vivam mais", afirmou.
Segundo ele, por meio de um simples swab bucal, é possível mapear raças, predisposições genéticas e mais de 250 doenças. "A genética é a vacina do século XXI", pontuou Lemos, que comparou a capacidade de profilaxia de doenças genéticas à prevenção de infecções por vacinas.
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Embaixador da Petgenoma, o influenciador Alexandre Rossi, o "Dr. Pet", complementou a explicação ressaltando que a genética revela uma parte da história do cachorro, tanto do passado quanto do futuro. Ele exemplificou a utilidade da informação genética em situações práticas, como a preparação para cirurgias. "Se eu sei que aquele cachorro pode ter uma hipertermia maligna, por exemplo, durante a cirurgia, eu já vou ficar preparado para usar o relaxante muscular específico para aquele cachorro e eu vou estar preparado", explicou Rossi.
Os especialistas enfatizaram que o mapeamento genético permite que veterinários se antecipem a riscos. Rossi também frisou os benefícios para os tutores, que podem economizar e realizar exames mais precisos. "A gente consegue economizar muito fazendo menos exames, e exames muito mais certeiros", disse.
Para os painelistas, a personalização dos cuidados baseada no perfil genético do animal permite uma abordagem preventiva, menos invasiva e mais eficiente, que contribui para que os pets vivam com mais qualidade. A estimativa é de que a receita do mercado pet movimenta R$ 77 bilhões no Brasil. Além disso, há mais lares com pets do que com crianças menores de 14 anos no Brasil.