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Teutônia trabalha na reconstrução das áreas urbana e rural com prejuízos iniciais de ao menos R$ 5,5 milhões

A área rural concentra a maioria das perdas do município destaca a secretária Lídia Dhein

Teutônia soma perdas em galpões, lavoura de milho, aviários e moradias
Teutônia soma perdas em galpões, lavoura de milho, aviários e moradias Foto : Lídia Dhein / Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Teutônia / Divulgação /CP

O município de Teutônia, no Vale do Taquari, por meio do prefeito Celso Forneck decretou situação de emergência, aguardando a homologação do documento nº 3.364/janeiro de 2024.

Agora a localidade está realizando operação pente fino de limpeza nas vias urbanas e estradas vicinais da zona rural.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Valdemir dos Santos Lima, no primeiro momento, na sequência do temporal do último dia 16 de janeiro, o trabalho foi voltado à desobstrução de ruas e sistema viário do interior que sofreram com a queda de ao menos 220 árvores.

Equipes são formadas por 30 homens da própria Defesa Civil e da Secretaria de Obras que atuam em diversos segmentos.

A Certel – Cooperativa de Eletricidade Rural de Teutônia, concluiu o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica às economias da cidade.

A RGE, por sua vez, restabeleceu a energia no setor que cobre, apenas no último domingo.

Ainda de acordo com Lima, foram distribuídos 3 mil metros quadrados de lona para 50 famílias que buscaram a Defesa Civil e outras 30 atendidas pelos bombeiros, além daquelas que agiram de forma autônoma – superando as 100 moradias assistidas.

A próxima etapa contará com telhas para as residências afetadas.

Entre os bairros que mais sentiram os fenômenos climáticos estão o Languiru, Centro Administrativo e Boa Vista.

Conforme a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Teutônia, Lídia Margarete Müller Dhein, houve a queda de estruturas de dois aviários, galpões e um free stall (estrutura destinada à criação de animais e produção leiteira) provocando perdas materiais que superam os R$ 2 milhões.

Ainda registrou-se danos em 25 km de acessos a propriedades rurais e 100 estabelecimentos de diversos portes sofreram algum tipo de avaria, principalmente nos galpões.

Os custos estão sendo levantados pela pasta, diz Lídia.

Também 120 moradias de produtores rurais registraram estragos – telhas voaram e aconteceram outra série de danos. Uma perda estimada em R$ 180 mil.

As sete estufas de morangos que tombaram sofreram perda total.

Lavouras de milho, 500 hectares, para grão e silagem foram acamadas, acumulando prejuízos de R$ 3,2 milhões.

As Linhas Boa Vista, Capivara, Catarina e Gamela fizeram parte do corredor de chuva e ventos formado pelo temporal, sendo as mais atingidas pelo fenômeno, conclui.