O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) concluiu, no final de semana, a operação de migração da sua principal plataforma jurisdicional, o eproc, para o sistema de computação em Nuvem. Nesta manhã, o acesso dos usuários ao sistema já foi restabelecido. A transferência de mais de 10 milhões de processos e 200 terabytes de dados proporcionará não só a modernização do funcionamento da Justiça Estadual, mas também garante a continuidade dos serviços judiciais prestados ao cidadão com maior segurança, acessibilidade e infraestrutura.
O Presidente do TJRS, Desembargador Alberto Delgado Neto, celebra o êxito da operação e ressalta os avanços que a medida proporcionará ao Poder Judiciário do RS. "Com a concretização da entrada na modernidade em ambiente tecnológico de ponta, fechamos uma era que há pouco tempo estava na idade média e hoje no mundo avançado da história. Queremos aproveitar esta conquista para, cada vez mais, alcançar ao nosso destinatário final, o cidadão gaúcho, um serviço público de alta qualidade e eficiência", afirma.
O serviço é ofertado pela Amazon, através do Amazon Web Services (AWS). A Computação em Nuvem é a entrega de recursos de Tecnologia da Informação (TI) sob demanda, por meio da internet, com definição de preço de pagamento conforme o uso. Proporcionando que o acesso a serviços de tecnologia, como capacidade computacional, armazenamento e bancos de dados, ocorra conforme a necessidade, usando o provedor de Nuvem, sem o uso de datacenters e servidores físicos.
Avanço tecnológico
O Presidente do Conselho de Inovação e Tecnologia do TJRS, Desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira, acompanhou de perto o processo de migração do sistema, iniciado há 20 dias. "Conseguimos. Fomos do impossível ao improvável e, hoje de manhã, disponibilizamos o eproc e todos os dados para funcionar 100% na Nuvem", avalia. "Além de não interrompermos a nossa prestação jurisdicional em nenhum momento, mais uma vez, diante de uma grave crise, tomamos decisões importantes que nos oportunizaram imensa evolução que repercute diretamente na nossa atividade primordial, o atendimento ao jurisdicionado", destaca o Desembargador Antonio Vinicius.
"É difícil de mensurar, sobretudo ao leigo, o tamanho e a importância desse passo. Como tenho dito, não se trata apenas de trocar os dados de um ambiente para outro. Com a migração do eproc para a Nuvem, o TJRS aprimorará a experiência dos usuários. Além da maior segurança cibernética, não estando mais sujeitos a intempéries climáticas, a mudança visa trazer benefícios significativos em estabilidade, acessibilidade e desempenho", explica o Presidente do CONINT/TJRS.
A Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Fabianne Breton Baisch, lembra da rápida evolução tecnológica que a Justiça alcançou nos últimos anos. "Há cerca de cinco anos, estávamos trabalhando com dados escritos em papel que, agora, estarão todos na Nuvem. Isso representa um salto tecnológico, como se tem dito, sem precedentes. A prestação jurisdicional, nesse cenário, será grandemente beneficiada, porque teremos mais autonomia, mais agilidade, mais estabilidade, mais segurança, melhores performances e funcionalidades", estima a magistrada.
Desafio
A Diretora da Direção de Tecnologia da Informação e Comunicação (DITIC) do TJRS, Vanessa Barbisan, explica que, do ponto de vista técnico, a migração do sistema eproc para a Nuvem foi um dos maiores desafios profissionais que ela já enfrentou. "Conduzir um projeto previsto para seis meses e realiza-lo em três semanas, com segurança, foi inacreditável", observa.
O Assessor Especial da Presidência para Tecnologia e Inovação do TJRS, Alsones Balestrin, também considera que a medida representa, para o TJRS, um salto tecnológico. "Não somente por colocar seu principal sistema, o eproc, em um ambiente mais seguro e de melhor performance, mas também pela Computação em Nuvem habilitar e acelerar o plano de transformação digital do Judiciário gaúcho. A Nuvem permite acessar uma miríade de novos serviços e tecnologias inovadoras de Inteligência Artificial, de ciência de dados e de segurança cibernética, isso tudo para prestar um serviço jurisdicional para a sociedade de maneira mais célere, eficiente, segura e transparente".
Dedicação
O processo de transferência de dados foi concluído com êxito e exigiu a dedicação e a competência das equipes de TI do TJRS e de parceiros, como o AWS e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Para o Presidente Alberto, este fator foi fundamental para que tudo transcorresse com segurança. "Nada disso se faz sozinho ou da noite para o dia. Contamos com esforços de muitos servidores dedicados e que honram a profissão que escolheram, sob o comando do Desembargador Vinicius, juntamente com o Desembargador Hermann, o Assessor Balestrin e a Diretora Vanessa, demonstrando que o nosso time é o melhor do país. Agradeço de coração o esforço e trabalho de todos. Hoje não temos só a digitalização, mas sim a tecnologia das mais avançadas corporações para gerir este acervo”, cita o Presidente do TJRS.
"Só temos a agradecer a esta equipe vanguardista e corajosa da tecnologia da informação e comunicação do TJRS, por ter, neste momento tão difícil em que vivemos esta tragédia, conseguido levar adiante um projeto tão audacioso, inédito e necessário para todos nós! Grandes desafios, grandes soluções! O futuro é agora", acrescenta a Corregedora-Geral.
A Diretora Vanessa Barbisan, que coordenou as equipes, também elogia o empenho incansável do grupo, diante das adversidades vividas no último mês, em razão do evento climático que causou cheias e inundações no RS, inclusive, na área onde estão localizados os dois datacenters do Judiciário Estadual, em Porto Alegre. E também a colaboração dos parceiros tecnológicos, no fornecimento de ferramentas e suporte necessários para superação dos desafios.
"Esse esforço conjunto não apenas está modernizando a nossa infraestrutura, mas também posicionando o Poder Judiciário do RS na vanguarda da transformação digital, iniciando uma jornada para futuras inovações e acesso a tecnologias exponenciais. Essa façanha só foi possível por um propósito: possibilitar a comunidade gaúcha o melhor acesso à Justiça", comemora a Diretora.