Cidades

Trabalhadores terceirizados do Polo Petroquímico deliberam por manter a greve

Os trabalhadores pedem 6,5% de reajuste nos salários e nas demais cláusulas econômicas, além de avanços no vale-alimentação; empresas insistem em reajuste de apenas 3,5%

O dirigente lembra que as empresas foram devidamente avisadas do movimento paredista com 48 horas de antecedência
O dirigente lembra que as empresas foram devidamente avisadas do movimento paredista com 48 horas de antecedência Foto : Júlio Cesar Selistre Filho / Sindiconstrupolo / CP

Mesmo debaixo de chuva, os cerca de dois mil trabalhadores terceirizados do Polo Petroquímico de Triunfo deliberaram, em assembleia na manhã desta segunda-feira, manter a greve. O movimento da categoria, que está em campanha salarial, iniciou na sexta-feira por tempo indeterminado depois de várias tentativas de fazer as empresas avançarem na negociação, especialmente em relação ao reajusta salarial. Os trabalhadores pedem 6,5% de reajuste nos salários e nas demais cláusulas econômicas, além de avanços no vale-alimentação, mas as empresas insistem em um reajuste de apenas 3,5%.

De acordo com o presidente do Sindiconstrupolo (que representa os trabalhadores terceirizados do Polo), Júlio Selistre, o movimento foi o último recurso dos trabalhadores frente a intransigência das empresas. “Deixamos claro que estamos dispostos a negociar, mas não há como penalizar os trabalhadores com reajuste rebaixado, especialmente neste momento, onde todos precisam reconstruir suas vidas”, ponderou ele.

O dirigente lembra que as empresas foram devidamente avisadas do movimento paredista com 48 horas de antecedência, quando a categoria decretou estado de greve na terça-feira, dia 18, a única iniciativa foi tentar, via judicial, barrar o movimento. “Em vez de negociar, elas tentaram impedir os trabalhadores de exercerem seu legítimo direito de lutar por melhores condições de salário, de trabalho e de vida. Felizmente, o Sindicato, através da sua assessoria jurídica, atendeu aos esclarecimentos solicitados pelo judiciário e garantiu o direito dos trabalhadores”, acrescentou Selistre, assegurando que os acessos ao Polo estão liberados.

“Queremos negociar e esperamos que as empresas prestadoras de serviços voltem à mesa de negociação para darem continuidade à negociação”, acrescentou Júlio. O movimento também tem recebido apoio de outras categorias, como do Sindipolo (que representa os trabalhadores diretos do Polo Petroquímico), da CUT-RS, do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, do Sindicato dos Petroleiros do RS.

De acordo com o dirigente sindical, o movimento continua e a expectativa é que as empresas chamem para retomar a mesa de negociação em termos mais próximos do que estão reivindicando os trabalhadores.