A unidade móvel do projeto Fique Sabendo, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esteve, neste sábado, ao lado da Usina do Gasômetro. Foram oferecidas orientações sobre tuberculose e prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Pessoas chegavam ao local tiveram chance de realizar testes rápidos e gratuitos de HIV, sífilis, hepatites virais e coleta de amostra de escarro.
Segundo a enfermeira Lia Trajano, da Coordenação de Atenção à Tuberculose, IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da SMS, Porto Alegre é a terceira capital brasileira com maior taxa de detecção de Aids e a primeira no ranking do coeficiente de mortalidade por Aids. “O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre HIV/Aids, publicado em dezembro do ano passado, nos traz dados muito alarmantes. A Capital também tem a maior taxa de detecção de gestantes infectadas”, lembrou.
Em casos de testes reagentes, a ação do Fique Sabendo fazia os devidos encaminhamentos, que inclui a primeira dose do tratamento contra a sífilis. Durante a atividade, também foram disponibilizados preservativos internos, externos e gel lubrificante e teste rápido de gravidez. O objetivo da ação, ainda, é orientar que pessoas diagnosticadas reagentes ao HIV não abandonem o uso da medicação antirretroviral, necessária à manutenção da qualidade de vida.
A forma mais segura de se proteger de doenças sexualmente transmissíveis é usar camisinha na relação sexual. “Reforçamos diariamente a importância da testagem regular e da prevenção às ISTs. Não só com preservativo, mas também com as outras estratégias da mandala da prevenção combinada (conjunto de critérios que utiliza diferente formas de abordagens para dar uma resposta ao HIV e outras infecções do tipo)”, acrescenta Lia. A enfermeira ressalta que os testes rápidos são disponibilizados pelo SUS nas 132 unidades de saúde de Porto Alegre, bem como vacinação contra Hepatite B. “Vacinas e testagens podem ser realizadas por qualquer pessoa em qualquer unidade - são procedimentos ‘portas abertas’”, complementa.
Lia enfatiza que tanto a sífilis quanto a Hepatite C têm cura com o tratamento adequado. Quanto ao HIV, há tratamento e, se corretamente realizado, a carga viral torna-se indetectável, ou seja, intransmissível. “Hoje o tratamento é muito mais simples do que há anos e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/Aids adequadamente tratadas é preservada”, destaca a enfermeira da SMS. “O primeiro passo é saber que tem a infecção para começarem os devidos encaminhamentos”, completa.