Cidades

UniRitter lança revista de Arquitetura e Urbanismo com foco na recuperação de áreas atingidas pela enchente

Objetivo é debater as mudanças climáticas e propor soluções adequadas ao contexto do Rio Grande do Sul

Maneco Hassen detalhou as ações da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução, comandada pelo governo federal, para a recuperação do Rio Grande do Sul
Maneco Hassen detalhou as ações da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução, comandada pelo governo federal, para a recuperação do Rio Grande do Sul Foto : Fabiano do Amaral

Com o propósito de contribuir com a sociedade gaúcha no pós-cheia, a UniRitter lançou na noite desta terça-feira a revista Perspectiva. A produção é do curso de Arquitetura e Urbanismo da universidade.

Conforme a diretora-geral da instituição de ensino, Rachel Ballardin, a primeira edição tem como temática apresenta iniciativas arquitetônicas e urbanísticas para superar os efeitos da enchente.

“Queremos propor reflexões sobre as mudanças climáticas, e também soluções práticas na busca de um mundo mais sustentável. Essas são premissas a serem seguidas pela academia em contextos de crise”, defendeu.

Como instrumento pedagógico, a publicação reúne ideias de projetos sustentáveis que foram produzidos por estudantes sob supervisão de docentes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniRitter, em atividades de extensão, trabalhos de final de graduação e Unidades Curriculares.

O secretário Maneco Hassen, responsável pela Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, do governo federal, esteve na cerimônia de lançamento, realizada no auditório do campus FAPA, na zona Norte de Porto Alegre. Ele apresentou números e ações realizadas, destacou investimentos e avaliou o sistema de prevenção de cheias da Capital.

"Não estou entrando no mérito de quem é o culpado, mas o fato é que não funcionou. Tanto que encheu tudo. Não só em Porto Alegre, mas em Canoas, em São Leopoldo. Os diques, as casas de bombas deveriam estar em funcionamento e dar conta daquilo que aconteceu, mas não deram”, relembrou.

Hassen também apresentou detalhes da recuperação do Estado. “São R$ 18 bilhões em projetos para a reconstrução do Estado e outros R$ 6,5 bilhões em obras de proteção contra cheias”, apontou, citando como exemplo o projeto do dique do Arroio Feijó, no limite entre Porto Alegre e Alvorada.

A noite também contou uma mesa de debate sobre arquitetura e urbanismo, que tratou ainda do plano de reconstrução das áreas impactadas pela enchente, abordando iniciativas realizadas até aqui e as perspectivas futuras. Participam, além de alunos e professores responsáveis pelos projetos e ideias publicadas, o coordenador da Comissão de Ensino e Formação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), Paulo Ricardo Bregatto, a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no RS (IAB-RS), Clarice Misoczky de Oliveira, e o conselheiro fiscal da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-RS) Vicente Brandão. A mediação foi da professora Érica Dall’Asta, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniRitter.

A revista

A primeira edição traz oito iniciativas com abordagem crítica sobre os territórios alagados durante a enchente de maio de 2024. Três entre os projetos selecionados tratam da revitalização do Arroio Passo das Pedras, no bairro Sarandi, na Capital. Outro ponto destacado é a requalificação urbana de moradias localizadas no Quarto Distrito, uma das regiões mais impactadas pela inundação histórica.

Outros dois projetos apresentados nesta edição foram desenvolvidos com foco na revitalização de praças públicas em Canoas, ideias de espaços mais verdes, acolhedores e adaptados às necessidades locais. Outras duas propostas têm como foco moradias para a realocação de famílias desabrigadas pela enchente histórica de 2024.