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Uruguaiana registra três casos de dengue sendo o primeiro autóctone

A veterinária Laura Massia classifica como altíssimo o índice de infestação predial em Uruguaiana

Agentes de combate a endemias atuam na área em que foi identificado o caso de dengue autóctone em Uruguaiana
Agentes de combate a endemias atuam na área em que foi identificado o caso de dengue autóctone em Uruguaiana Foto : Daiany Mossi / Prefeitura de Uruguaiana / Divulgação / CP

O setor de vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou no final da tarde de terça-feira o terceiro caso de dengue em Uruguaiana.

Uma menina de 11 anos, moradora do centro da cidade, que não viajou no período, apresentou os sintomas no dia 26 passado e o exame positivo foi conhecido ontem, 30 de janeiro.

Não houve necessidade de internação e reage bem ao tratamento.

Está sendo considerado o primeiro registro autóctone no município, enquanto os outros dois (mãe e filha) importados, por terem estado em São Paulo, de onde retornaram com os sintomas da doença.

As providências estão sendo tomadas pela Saúde Municipal, mesmo sendo tratado e identificado, inicialmente, pela rede particular.

As autoridades estão alertando para que sejam reforçados todos os cuidados possíveis devido às chuvas e cheias pelas quais Uruguaiana passou nos últimos 150 dias, acumulando água em uma série de espaços e recipientes.

Também salientam que 76% das transmissões dos casos acontecem dentro das próprias casas – “Que cada um cuide de seu pátio”, apelam.

As equipes de agentes de combate a endemias (ACE) estão fiscalizando, monitorando e fazendo o bloqueio químico da área do entorno da moradia em que foi identificado o quadro.

Há ainda outros nove casos sendo avaliados laboratorialmente.

Em 2023, foram 34 casos confirmados de dengue, ao longo do ano, na cidade.

Segundo a veterinária, Laura Massia, responsável pela vigilância ambiental em saúde do município, no Lira – Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti de janeiro, foram anotados 278 focos, em números absolutos, de larvas do mosquito, representando 12,3% do Índice de Infestação Predial (IIP).

“O maior em relação aos quatro Liras realizados em 2023”, diz.

A veterinária destacou que os números são altíssimos para ocorrência de arboviroses como dengue, zika vírus e chikungunya, além de febre amarela.

A identificação ocorreu com maior frequência em plantas aquáticas, vasos de planta e pneus, conclui.