Cidades

Uruguaiana tem média de casos de hepatites superior se comparada com o RS e o país

Taxa é considerada expressivamente alta em relação ao índice do Ministério da Saúde de casos por 100 mil habitantes

Campanha Julho Amarelo trata das hepatites e atividades de prevenção da doença
Campanha Julho Amarelo trata das hepatites e atividades de prevenção da doença Foto : CMVU / Divulgação / CP

Fazendo parte da programação oficial do "Julho Amarelo 2020", que trata das hepatites e atividades de prevenção da doença, houve, na Câmara de Vereadores Uruguaiana, a participação da farmacêutica do ambulatório especializado em hepatites virais do município Raqueli Bittencourt. “Mesmo com a pandemia da Covid-19, os outros agravos não deixam de existir,” lembrou Raqueli.

Na exposição foi detalhado o cenário de Uruguaiana em 2019, período em que foram realizados 22 mil testes rápidos, destes, 104 positivaram para Hepatite C. A taxa é considerada expressivamente alta em relação ao índice do Ministério da Saúde de casos por 100 mil habitantes. No Brasil a taxa de detecção é de 12,6 casos por 100 mil pessoas, no Rio Grande do Sul 48 casos e em Uruguaiana 76 casos na proporção por 100 mil habitantes.

Durante a apresentação foram especificados os tipos de hepatite que são virais infecciosas e atacam o fígado, com destaque para a C que não tem vacina, é a mais comum e o tratamento custa em torno de R$ 300 mil mensais. A hepatite A tem contágio por questões sanitárias, por meio de água e alimentos contaminados; a B é transmitida sexualmente e por fluídos corporais; a C por compartilhamento de materiais infectados; a D depende da presença do tipo B e, por último, a hepatite E, que tem ocorrência rara no Brasil.

A farmacêutica frisou a importância dos testes rápidos para diagnóstico e prevenção de hepatites, associada a data de conscientização contra o vírus celebrada no próximo dia 28 de julho. “Os sintomas não são aparentes, por isso, é essencial o autocuidado, como uso de objetos pessoais em manicure e pedicure, locais de tatuagem com licenciamento sanitário e uso de preservativo em relações sexuais,” concluiu Raqueli.