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Usina do Gasômetro: MPF recomenda que prefeitura de Porto Alegre suspenda edital de concessão

Ministério alega que administração municipal “extravasa direito de uso”

MPF recomenda que prefeitura de Porto Alegre suspenda edital de concessão
MPF recomenda que prefeitura de Porto Alegre suspenda edital de concessão Foto : Fabiano do Amaral

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou nesta quarta-feira que a prefeitura de Porto Alegre suspenda o edital do concessão da Usina do Gasômetro à iniciativa privada.

A recomendação é assinada pelos procuradores da República Enrico Rodrigues de Freitas e Flávia Rigo Nóbrega, do Núcleo de Controle da Administração do MPF/RS. O documento informa que o município deverá adotar "as medidas administrativas necessárias à suspensão do andamento do Edital de Concorrência Pública n° 020/2025, publicado pelo Município de Porto Alegre/RS, deixando de praticar qualquer ato decorrente a partir da presente data, inclusive o de abertura de propostas prevista para 28 de agosto de 2025 (10h)".

O executivo municipal deverá responder ao MPF se acatará ou não a recomendação no prazo de 24h, antes da abertura das propostas prevista no edital, indicando, no mesmo prazo, as medidas que tenham sido ou que serão adotadas para seu cumprimento.

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Segundo o MPF, a prefeitura "extravasa seu direito de uso" sobre a Usina com a publicação do edital em questão, concedendo a sua gestão à iniciativa privada, e atribuindo destinação diversa à conferida no contrato de cessão de uso gratuito.

No texto da recomendação, o MPF aponta a "irregularidade do procedimento adotado pelo Município de Porto Alegre/RS para a concessão através de Edital de Concorrência Pública n° 020/2025, tendo por objeto a Parceria Público- Privada", uma vez que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) já haviam solicitado ao prefeito a suspensão imediata da licitação e de qualquer procedimento de suposta destinação, "a fim de garantir o interesse público e a necessidade de segurança jurídica à ocupação do bem".

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura. Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM), afirmou que “no momento, o documento com a recomendação do MPF está sendo analisado pelo Município".