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Usuários demandam melhor sinalização e segurança no corredor humanitário de Porto Alegre

Mudanças pretendidas no local não precisam passar pela Câmara Municipal para ocorrer, avaliam parlamentares

Corredor Humanitário
Corredor Humanitário Foto : Camila Cunha

Repleto de gigantescas pedras nas laterais, ampliando o risco para acidentes veiculares, o corredor humanitário foi criado em meio às enchentes de maio para permitir o transporte em geral no Centro Histórico de Porto Alegre então tomado pelas águas. Quase oito meses depois, a inundação se foi e a vida retornou ao normal, porém a via emergencial permaneceu. Hoje, é o padrão para motoristas acessando a Capital via avenida Castelo Branco na direção do túnel da Conceição, avenidas Osvaldo Aranha e Protásio Alves, entre outras.

O capotamento de um automóvel na manhã do último dia 9 trouxe à tona a discussão sobre proteções na área. O taxista Romildo Carlos Behnck, que atua na Estação Rodoviária, afirma que deveria haver mudanças. “Não dá para esta situação ficar assim. A passarela acima deveria ser demolida, e o corredor em si modificado”, comentou ele. O corredor, tornado permanente em julho, modificou o panorama desta importante artéria da cidade.

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“É uma região de tráfego intenso, onde em sete meses tivemos um acidente. Primamos, é claro, pela vida e buscamos a segurança de todos, mas entendemos também que acidentes inevitavelmente acontecerão. Precisamos reforçar a segurança e a sinalização para que eles não hajam mais”, salienta o titular da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores. Além disso, há dúvidas também sobre os regramentos municipais que possam permitir mudanças nele.

Segundo o presidente da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal, o vereador Giovani Culau, e o parlamentar José Freitas, membro da mesma comissão, não é necessário um trâmite específico no Legislativo para os trabalhos serem realizados, sendo esta execução a cargo das devidas secretarias. Também segundo a Smoi, após a licitação, existe a previsão de 150 dias de conclusão depois da ordem de início. O projeto contempla a sinalização, iluminação, as contenções laterais, a drenagem e a colocação de gabião, além do plantio de vegetação.