Cidades

Vazão de rios gera novo aumento de nível no Guaíba, em Porto Alegre

Vento Sul teve pouca influência no corpo hídrico

Guaíba registrou um novo aumento nesta terça-feira
Guaíba registrou um novo aumento nesta terça-feira Foto : Pedro Piegas

Além do frio intenso em Porto Alegre, o rio Guaíba aumento de nível nas primeiras horas desta terça-feira. De acordo com a MetSul Meteorologia, o corpo hídrico vive uma nova cheia graças à chegada da vazão dos rios contribuintes e não pelo vento Sul que soprou no último domingo. A cota no Cais Mauá está em 2,86m, ainda abaixo daquela que é considerada de inundação.

Já na medição do Gasômetro, o nível está em 3,39m. Os níveis atuais, entretanto, ainda estão abaixo dos picos da primeira onda de cheia da semana passada.

Como estão os rios que desembocam no Guaíba?

O Jacuí em São Jerônimo no começo desta manhã estava em 5,90 metros, ou 1,26 metro acima da cota de inundação, mas começava a mostrar tendência de estabilidade. Na primeira cheia, dez dias atrás, o Jacuí chegou a 6,91 metros na localidade.

o Rio Taquari estava no começo desta manhã em 17,25 metros no Porto de Estrela e baixando. Ontem, o pico de cheia foi de 22,4 metros, inferior ao do dia 19 de junho de 23,2 metros.

O Rio Caí, por sua vez, estava com 9,65 metros, ainda perto da cota de inundação de 10 metros em São Sebastião do Caí, mas continua baixando. O pico de cheia agora foi de 12,2 metros, mas em 19 de junho chegou a 12,90 metros.

Os demais rios, de menor contribuição, são o Gravataí e o Sinos. O Sinos sequer está em cota de inundação no Vale e o Gravataí também está abaixo da cota de inundação em Gravataí. Nenhum terá uma grande cheia. Sob este cenário, de acordo com a avaliação da MetSul Meteorologia, a tendência é o Guaíba ainda subir, mas não muito.

A onda de vazão dos rios contribuintes não chega a ser significativa e não tem como proporcionar uma elevação expressiva. Dessa forma, o cenário mais provável é que até amanhã o Guaíba ainda possa subir, porém atingindo cotas perto (mais provável) ou ao redor dos picos observados na primeira onda de cheia no dia 25 de junho, devendo baixar no final desta semana. Mesmo assim se manterá alto até a segunda semana de julho.