Cidades

Verba para merenda falta em Cachoeirinha

Segundo delegada do Sindicato dos Municipários, crianças estão pagando por má administração

Segundo delegada do Sindicato dos Municipários (Simca), crianças estão pagando por má administração
Segundo delegada do Sindicato dos Municipários (Simca), crianças estão pagando por má administração Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
As escolas de ensino fundamental e de educação infantil da rede municipal de Cachoeirinha estão recebendo merenda em quantidade reduzida e os cardápios foram readequados. A delegada do Sindicato dos Municipários (Simca) Valdete Moreira, também professora da escola Getúlio Vargas, diz que as crianças alternam entre bolacha do tipo água e sal, no café da manhã, e pipoca. “Se continuar desta forma, só teremos comida para mais uma semana, mesmo recebendo de forma racionada. A situação é caótica. E o pior é que não podemos aceitar doações da comunidade. Isso é fruto de má administração. As crianças estão pagando por isso”, afirma.

A secretária de Educação, Rosa Maria Lippert, diz que não há dinheiro suficiente para a merenda das 33 instituições até o fim do ano letivo. “Diante dessa situação, já prevista desde o início do ano, encaminhamos para a Câmara de Vereadores, no último dia 31, o projeto de lei que autoriza o Executivo a utilizar o recurso do Salário-Educação para a compra de merenda. O projeto foi encaminhado em caráter de urgência, pois existe, sim, o risco dos 11 mil estudantes ficarem sem as refeições.” Segundo ela, 2,9 mil alunos da educação infantil, de turno integral, recebem quatro refeições diárias e o restante, de turno parcial, duas por dia.

Conforme a prefeitura, o recurso federal do Programa Nacional de Alimentação Escolar não foi suficiente para cobrir as despesas referentes ao fornecimento até o fim do ano letivo e, devido à crise financeira no município, a previsão orçamentária para alimentação escolar com verba da prefeitura, com base na receita líquida para este exercício, foi inferior ao valor necessário para aquisição dos produtos. Além disso, o Executivo diz que há pendências financeiras com fornecedores, do ano de 2016. A Câmara informou que o projeto está em análise pela Comissão de Constituição e Justiça.