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Vereadores de Canoas cobram esclarecimentos sobre obras de reconstrução dos diques, projetos e prazos

O encontro foi convocado pelo vereador Emílio Neto, líder da oposição, que criticou a falta de informação prestada pela atual administração

Projetos executivos devem estar concluídos até 31 de março, segundo a prefeitura
Projetos executivos devem estar concluídos até 31 de março, segundo a prefeitura Foto : Gian Nunes / Câmara de Vereadores de Canoas / CP

As obras de reconstrução dos diques na cidade de Canoas, os avanços nos projetos que visam a recuperação da estrutura de contenção das cheias, cronograma, recursos e o impacto das obras para a segurança da cidade foram debatidos no plenário da Câmara de Vereadores da cidade, nesta semana, a pedido do vereador Emílio Neto, líder da oposição. Segundo ele, a prefeitura deveria ser mais clara e transparente sobre os prazos e o que está sendo feito. Também criticou a falta de informação sobre a recuperação da infraestrutura urbana e a limpeza dos sistemas de drenagem, que ainda apresentam problemas especialmente em dias de temporais.

Em resposta, o secretário de Obras e Reconstrução de Canoas, Victor Hampel ressaltou que a reconstrução dos diques exige rigor técnico e que as obras seguem um planejamento estratégico, considerando o impacto das intervenções em toda a Região Metropolitana. Segundo ele, é preciso garantir a estabilidade estrutural.

"Fizemos uma espécie de 'tomografia' dos diques para entender a estrutura e definir as ações corretas. Estamos trabalhando para que as obras tenham durabilidade e segurança, respeitando critérios técnicos e ambientais", explicou. Hampel também afirmou que qualquer alteração na altura dos diques precisa seguir normas da Metroplan e do governo estadual, pois um aumento desproporcional pode prejudicar municípios vizinhos, como Esteio, Sapucaia do Sul e Porto Alegre.

Durante apresentação técnica detalhada, o engenheiro Marco Oliveira, da Secretaria de Obras, destacou que os diques de Matias Velho, Rio Branco e Mato Grande fazem parte de um sistema integrado. Ele explicou ainda que os projetos de reconstrução dos diques seguem as cotas originais do Departamento Nacional de Obras e Saneamento, com alturas variando entre 6,2 e 6,8 metros, consideradas suficientes para conter uma enchente como a de 2024. Conforme Oliveira, a elevação para 7 metros ou mais sem um reforço estrutural adequado poderia comprometer a estabilidade do solo, trazendo riscos à segurança da estrutura.

O cronograma das obras ainda depende da finalização de alguns projetos executivos, que devem estar concluídos até 31 de março, mas as intervenções devem avançar gradativamente, priorizando os pontos mais críticos. Estudos geotécnicos indicaram que algumas áreas dos diques possuem solo instável, exigindo reforço antes da elevação da estrutura para garantir maior segurança. Já em relação ao Muro da Cassol, após impasses técnicos com a Trensurb, o projeto foi ajustado e as obras estão previstas para iniciar em 17 de março.