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Vila dos Sargentos, em Porto Alegre, sofre mais uma vez com inundações

Castigada por enchente, localidade no bairro Serraria registrou novamente alagamentos nesta segunda-feira

Moradores enfrentam inundações na Vila dos Sargentos
Moradores enfrentam inundações na Vila dos Sargentos Foto : Pedro Piegas

Cerca de duas semanas após a inundação que devastou a Vila dos Sargentos, moradores enfrentam novo avanço da água. Localizada no bairro Serraria, na zona sul de Porto Alegre, a área ainda está marcada com o rastro de entulhos e ruínas deixado pela enchente.

Nesta segunda-feira, ao invés de escoar, a água é expelida de bocas de lobo na localidade. Na parte esfalfada da rua Geralda dos Santos Moreira, poças obrigam motoristas a guiar em baixa velocidade e fazer desvios.

Na mesma via, em becos onde o chão é de terra, o repentino avanço da inundação deixou ainda mais precária a situação das residências. O novo alagamento adiou a volta dos moradores que, após a desativação de um abrigo na rua Argemiro Ogando Corrêa, permanecem na casa de amigos e familiares.

Ainda no trecho, a água chegou a recuar nos últimos dias e gerou expectativa de melhoras, mas a recente ameaça de cheia mantém os moradores em alerta. De acordo com eles, há pontos em que o nível de profundidade ultrapassa a linha da cintura.

Paulo Cabral é dono de uma pecuária na Vila dos Sargentos. Nesta manhã, ele observava com receio a elevação do nível da agua. “Abrimos há pouco, depois de semanas em que permanecemos de portas fechadas. A enchente invadiu o estabelecimento e só não perdi todos os produtos porque consegui guardar alguns no segundo pisa. Vivemos um momento em que qualquer chuva é motivo de preocupação”, disse o homem.

O vizinho dele, João Fagundes, é proprietário de uma loja de materiais de construção que também foi atingida no dilúvio. Morador da Vila dos Sargentos há 32 anos, ele conta que foi surpreendido pela cheia.

"Houve outras inundações, mas nenhuma tinha ultrapassado a altura dos joelhos. Eu nunca tinha visto nada parecido. No mínimo seis casas ao lado da minha foram completamente destruídas. Há muitos moradores que ainda não conseguiram retornar e, com mais esse alagamento, a perspectiva para elas ficou ainda mais escassa”, refletiu.